Muralha narrando Aquela pergunta dele me atravessou como um tiro. Não tinha nem como explicar a força do ódio que subiu em mim na hora. A forma como o Velho riu, com aquele canto de boca sujo, foi como gasolina no fogo que já queimava dentro do meu peito. Eu senti minhas veias tremerem, o maxilar travar. O velho não só sabia demais; ele estava cutucando ferida aberta, mexendo em lugares onde ninguém tinha coragem de tocar. — Por que que a minha mãe teria que saber que você tá aqui? — eu perguntei de novo, sem conseguir controlar o tom. Ele ergueu os olhos inchados, um sorriso torto, e cuspiu sangue antes de falar. — Fala, p***a! — eu grito furioso com ele quase perdendo a p***a da minha paciência — Tu sempre viveu pelo comando igual teu pai… mas tua mãe… tua mãe sempre viveu pelo d

