Muralha narrando Ouvir a história daquela menina foi como ter a certeza absoluta de que eu fiz a coisa certa matando o Gordo. E não só certa… necessária. Vital. Justa. Se ele ainda tivesse vivo, eu teria que matá-lo de novo. Aliás, o que eu queria mesmo era isso: matar, ressuscitar, matar de novo. Um looping eterno de sangue e justiça nas minhas mãos. Porque aquilo ali não foi tortura. Foi justiça. Aquilo ali foi meu coração tomando o controle. Foi meu pai, lá de cima, dizendo: “acaba com esse desgraçado do mesmo jeito que ele acabou comigo.” E eu obedeci. — Lobo, tu vai ficar aqui hoje. — falei, firme, encarando meu aliado com a confiança que poucos merecem. — Analisa tudo, escuta tudo. A limpa que eu fiz lá no morro… eu quero que tu confie na tua visão pra repetir ela aqui. Essa miss

