Aurora O portão da casa do Treva já tava escancarado quando o carro da Paloma entrou feito uma bala. O som do motor ainda rugia quando vi ele lá em pé, no meio do quintal, braços cruzados e a cara fechada, mas os olhos... os olhos tão marejados que nem ele conseguiu esconder. Do lado dele, uma mulher de jaleco branco, cabelo preso num coque e uma bolsa de primeiros socorros pendurada no ombro. Devia ter saído correndo do postinho assim que ele ligou. — Desliga o carro! — gritei pra Paloma, já abrindo a porta. Ela bateu o pé no freio e pulou pra fora junto comigo. O Treva já vinha correndo em nossa direção. — Meu Deus do céu... — ele murmurou, olhando pro Guilherme no meu colo, como se não acreditasse. — Ajuda aqui! — gritei, e ele já estendeu os braços, pegando o Gui com um cuidado q

