Ana Lúcia e Marcos D'Angelo tornaram - se óptimos amigos.
Sempre que podiam estavam juntos e ela se divertia bastante, mas Marcos já tinha percebido que não teria mais que uma amizade.
- Ana! Posso te perguntar uma coisa?
- Claro que sim. O que é?
- Você está apaixonada pelo Víctor Hugo?
- Sim. Eu o amo desde a primeira vez que o vi na minha frente.
- Ele sabe disso?
- Claro que não. Já tentei, mas não tive coragem de me declarar.
- Sabes eu notei no jantar que ele não tirava os olhos de você enquanto dançavas comigo.
- A sério!? Antes ele era frio comigo.
Mas depois do jantar em casa dos teus pais, ele mudou comigo.
- Eu acho que você tem que se declarar para ele.
- Não. Eu não consigo.
- Ora Ana Lúcia. Você é linda, inteligente e determinada. Queres mesmo te arrepender por não teres tentado?
- Não. Você tem razão.
Assim que voltar ao escritório eu falo com ele.
- Eu gosto muito de você Ana. Não quero perder a tua amizade.
Me liga para o que for. Está bem?
- Obrigada Marcos. Tenho a certeza que a mulher que ficar com você será muito feliz.
- Pena esta mulher não ser você...
Ana sorriu e terminou de almoçar.
De volta ao escritório, Ana estava determinada a ter uma conversa com Víctor Hugo e dizer tudo o que sentia.
Estava disposta a arriscar e ver o que podia acontecer.
Ao caminhar para o elevador, Ana Lúcia cruzou com Sofia.
- Oi Ana. Algum problema?
- Oi Sofia. Não. Está tudo bem.
Viste o Víctor Hugo?
- Sim. Acabou de subir.
- Obrigada. Vou ter com ele agora.
Ana entrou no elevador e o seu coração batia acelerado.
Quando chegou na porta da sala de Víctor Hugo, respirou fundo antes de entrar.
Víctor estava a ler um processo, quando olho para a porta e viu Ana Lúcia.
- Ana! Precisas de alguma coisa?
- Sim. Tenho que te dizer algo muito sério.
- Claro. Do que se trata?
- Víctor! Nós nos conhecemos a muitos anos e adoro trabalhar aqui.
Mas não posso mais esconder isso.
- Estou a ficar preocupado Ana.
- Certo. Aqui vai. Eu te amo Víctor Hugo. Te amo desde a primeira vez que te vi. Não imaginas como me dói te ver com outras mulheres.. Você me daria uma chance?
Víctor Hugo foi pego de surpresa... Ficou calado por alguns minutos e então começou a rir.
Foi a vez de Ana Lúcia ficar surpresa com a reação dele.
- Eu disse alguma coisa engraçada?
Mas Víctor Hugo demorou para responder. Minutos depois ele ficou sério e levantou-se.
- Ana! Tu falaste a sério?
- Claro que sim.
- Eu não posso te dar uma chance Ana.
Tu és uma menina e a irmã do meu melhor amigo e sócio.
- O que isso tem a ver?
- Muita coisa. Eu olho para ti e vejo... Não vejo uma mulher, apenas uma menina com ilusões que não posso realizar.
- O Quê ?É isso que pensas de mim? Que sou imatura e não sirvo para ti?
- Isso mesmo. És uma excelente profissional, mas não uma mulher do tipo que eu gosto.
Ana Lúcia estava com os olhos marejados. Seu coração acabava de ser destroçado e ela sentia que o seu mundo desabou.
Víctor Hugo a humilhou sem necessidade e isso ela não perdoaria tão facimente.
Sem dizer uma palavra ela o olhou com fúria e decepção. Não se humilharia mais. Ainda tinha o seu orgulho. Saiu batendo a porta, jurando que nunca mais derramaria uma lágrima por causa dele, aliás, seria ele a chorar por ela.
Como será que vai terminar essa conversa?