Capítulo 240

1155 Palavras

Roberta narrando A noite já tinha caído quando ouvi o barulho da porta se fechando. CH tinha acabado de chegar da boca. Eu já conhecia esse ritual dele: entrava calado, largava a arma em cima da mesa e ia direto pro escritório, como se ali fosse o único lugar do mundo onde ele podia respirar sem peso. Sabia que ele não tava tumultuado. Ele tava chateado. Dolorido. Um pai que teve que enterrar a filha sem precisar cavar um buraco. Suspirei fundo, ajeitando a mesa. Fiz um café bem forte, do jeito que ele gostava, cortei um pedaço do bolo e montei um lanche reforçado. Sabia que ele não ia comer sozinho, porque quando a cabeça dele tava cheia, nem fome sentia. Peguei a bandeja e caminhei devagar até o escritório. Bati de leve na porta antes de entrar. CH tava sentado na poltrona, cotovel

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