Bela O amanhecer na fazenda estava mais silencioso do que o normal. As galinhas já cantavam, o cheiro de café se espalhava pela cozinha, mas Bela m*l percebeu qualquer sinal de rotina. Sentada à beira da cama, com os cabelos despenteados e o coração acelerado, ela encarava a pasta de documentos que tia Cidinha havia colocado em suas mãos na noite anterior. Dentro dela, estava a verdade — não só sobre o pai que Bela m*l conheceu, mas sobre o motivo real de toda a obsessão da família Martins em mantê-la sob controle. Ali estavam cópias de testamentos, registros de bens, transações e cartas que comprovavam que Fabrício Martins, o pai de Bela, havia deixado todo o patrimônio para a filha única antes de morrer. A cláusula era clara: tudo passaria para Bela assim que ela completasse 21 anos o

