a visita de Marcela

1009 Palavras

Bela A manhã começou com um silêncio estranho na fazenda Silveira. O céu nublado e o vento frio pareciam anunciar um presságio. Bela acordou primeiro, mas não teve coragem de sair da cama. Henrique ainda dormia, o braço pesado sobre sua cintura, o rosto sereno como se nada pudesse afetá-lo. Mas Bela sabia que, por dentro, ele estava em guerra. Ela observou Henrique dormir por um instante, seu coração estava cheio de ternura. Levantou-se devagar, vestiu uma camisola longa e desceu para preparar o café. Cidinha, que já estava na cozinha, lançou um olhar preocupado. — Dormiu bem? — Mais ou menos... — respondeu Bela, colocando a chaleira no fogo. — Eu sonhei com cobra. Daquelas grandes. Dizem que é sinal de traição ou de falsidade. — murmurou Cidinha, fazendo o sinal da cruz. Bela sor

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