Na mansão Martins, a noite nunca parecia tranquila. As luzes do salão principal estavam acesas, refletindo nas janelas como se fossem tochas, e dentro da casa ecoava o burburinho de vozes em tom conspiratório. Rita, Paulo e Augusto se reuniam novamente em torno da grande mesa de jantar, mas, desta vez, havia mais dois convidados: advogados da confiança deles e um homem de aparência discreta, contratado para ser o elo com a imprensa. — Já está decidido — anunciou Rita, quebrando o silêncio inicial. — Não vamos parar até essa garota perder tudo. Bela não pode vencer. Os olhos dela brilhavam com uma mistura de ódio e determinação. Era como se cada palavra de Bela no tribunal tivesse acendido dentro dela um fogo impossível de apagar. Paulo, sempre o estrategista, ajeitou a gravata e lançou

