O que importa é meu filho

950 Palavras

Bela já estava na sala de espera do Hospital Municipal há cerca de meia hora, sentada com Tia Cidinha e Benjamin no colo. A calma voltara, substituída por uma exaustão doce e um profundo orgulho. Benjamin, depois de todo o alvoroço, havia voltado a dormir, seguro e aquecido. Já era quase de manhã, já dava para ouvir o canto dos pássaros. O cheiro de álcool e desinfetante do hospital era um contraste gritante com o cheiro de vida recém-nascida que pairava na memória de Bela. Tia Cidinha tinha os olhos fixos na porta da maternidade, ansiosa por notícias do neto e da filha. Foi nesse momento de quietude tensa que a paz foi quebrada pelo som de passos apressados e vozes graves vindas do corredor principal. “Bela! Onde ela está? Onde está a Elisa?” A voz era de Pedro, aguda com a ansiedad

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