Bela Assim que fechei a porta, minhas pernas perderam a força. Senti um nó sufocando minha garganta e caí de joelhos no chão da sala. O ar parecia preso no peito, como se cada suspiro doesse mais que o anterior. As lágrimas vieram com violência, sem pedir licença. Solucei alto, sem me importar se alguém escutava. Naquele instante, tudo em mim desabava. A dor era crua, sufocante, real. Tinha acabado de mandar embora o único homem que me fez sentir viva nos últimos tempos. O único que me olhava como se eu fosse feita de fogo e calmaria ao mesmo tempo. Eu o amava, mesmo sem querer. Mesmo com medo. Mesmo com todos os erros. Mas eu também me amava. E não podia mais aceitar metades. Meias palavras. Metade de presença. Eu precisava me proteger dele. E agora, no silêncio daquela casa simples

