Capítulo 28 PILOTO NARRANDO Vi a pirrälha sumir dentro da casa, e meus pés já tavam indo atrás sem eu nem pensar direito. A minha cabeça ainda tava a mil com o dia caótico, e agora essa mandada achava que podia brincar comigo? Não mesmo. Rafael mostrou o caminho do banheiro para ela e em seguida voltou para fora. Ela entrou no banheiro, e eu fiquei aqui, no corredor, esperando. Quando a porta se abriu e ela saiu, dei um passo pra frente, segurando o braço dela com firmeza. O susto dela foi evidente, mas eu não tava nem aí. Sem falar nada, puxei ela pra um quarto vazio e fechei a porta atrás de nós. Piloto — Tá de brincadeira comigo, pirrälha? — Segurei o pescoço dela, não com força suficiente pra machucar, mas o bastante pra deixar claro quem mandava aqui. Os olhos dela se arregalara

