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861 Palavras

Eu acordei cedo e o sol ainda estava nascendo, algo que eu e Paulo fazia sempre quando vínhamos para cá, acordar cedo para aproveitar o dia juntos. Aqui era o nosso refúgio, refugiados da nossa vida corrida, da empresa. Era o lugar que a gente desconectava do mundo e se conectava um ao outro. Iria ser difícil lidar com a sua ausência, dizem que o luto a gente só começa a sentir quando sentimos falta da pessoa no dia a dia, então eu iria viver o luto eternamente. — Bom dia mãe — Pedro fala quando encontro ele na praia. —Chegando agora? — eu pergunto. — Sim — ele fala — Na verdade eu cheguei ainda de madrugada, mas não consegui dormir. — Por quê? — eu pergunto. — Eu acho que eu quero voltar para casa — ele fala — Aqui me traz ainda mais lembrança do papai — eu o abraço forte sem dizer

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