Se o dono desses olhos que agora me encaravam profundamente sequer soubesse o quanto ele tem me assombrado, o quanto tem sido parte da minha rotina, dos meus pensamentos mais confusos e duvidosos, o quanto tem hábito meus sonhos de uma forma que eu não conseguia se quer explicar. Assombrando meus sonhos e meus pesadelos, se infiltrando na minha mente e se alojando lá de uma forma que não importa o que eu fizesse nada os tiraria de lá. Depois do que pareceu uma eternidade congelada, sem outra reação a não ser nós dois estamos presos naquela bolha temporal que parecia ter sido criada no momento em que nos esbarramos, ele fala algo, me despertando parcialmente para a realidade em que me encontrava. -Eu te trouxe para cá, você estava desmaiada em uma floresta no meio da noite ardendo em feb

