RAFAEL NARRANDO Seis da manhã. Depois daquele sonho com Safira, tudo que eu podia fazer era sair da cama e tentar esquecer aquela droga. Peguei um cigarro e fui para a varanda da minha casa, na sala. Acendi o cigarro e dei uma tragada profunda, soltando a fumaça logo em seguida. Quando olhei para trás, vi Safira entrando na sacada e se aproximando de mim. Ela estendeu a mão para mim, em direção ao cigarro. Talvez quisesse dar um trago, então, eu entreguei para ela. — Você sabia que isso aqui tem quase cinco mil substâncias tóxicas? — Ela perguntou e apagou o cigarro na minha bituqueira. — E daí? — Questionei, olhando para ela. Ela deu os ombros. — Sabe aquele médico que você ameaçou com a arma? Ele sempre dizia que "fumar um cigarro é como fazer bo.que.te no Capeta". Ele era um i***

