Audrey fechou os olhos com força, as palavras dele a atingindo como martelos. — Acredite ou não… Eu era tímido naquela época. A máfia não acendeu um pavio na minha alma. Ainda não tinha escurecido em mim. Audrey cerrou os punhos, ela queria empurrá-lo e fazê-lo calar a boca, ela não acreditava em nada do que ele dizia. — Tentei te procurar, mas você não estava lá. Fiquei tonto, saí para o jardim… Ele esfregou o rosto, esforçando-se para lembrar. — Uma garota falou comigo, mas eu a ignorei. Estava escuro e eu vi você lá. O seu cabelo ruivo, tão longo… Audrey cerrou os dentes, odiando-se pela parte dela que ainda queria acreditar nele. — Eu perguntei o que estava errado. Você disse que se sentia tonta, mas queria ver a lua. Nós conversamos… você me disse que se sentia feia com o seu v

