Erika narrando capítulo 111 continuação Não sei quanto tempo passou depois que peguei no sono . Acordei de novo depois de cochilar por uns minutos ou horas, sei lá… o tempo dentro de hospital não tem lógica. Tudo parece meio embaçado. Ele ainda tava aqui meio largado na poltrona, com os olhos semicerrados de vigília, eu sabia. Mesmo tentando descansar, ele tava com um olho aberto em mim. Pigarreei baixinho, os olhos dele se abriram mais . A mão dele entrelaçada na minha. -Tá com dor? perguntou de novo, como se a resposta pudesse mudar a qualquer segundo. -Não… respondi, baixinho. -Mas… queria te pedir uma coisa. Ele franziu o cenho, mas esperou.- Quando me liberarem daqui… eu queria ir pra casa da Dona Celeste. soltei de uma vez . A reação dele foi quase imperceptível, mas eu notei.

