Dona Celeste narrando capítulo 107... Eu cheguei em casa com o coração apertado, segurando as lágrimas como quem segura o mundo pra não desabar. Ver minha menina naquele estado, frágil, mas viva, me fez agradecer em silêncio a cada passo que dei. Peguei meu terço, como faço toda vez que a dor parece maior que eu, e fui pro meu canto, tentando orar pedir para que Deus cuide ,blinde e proteja eles de todo m*l que os cerca . Mas não deu tempo nem de ajoelhar. A porta se abriu de supetão. Era ele, D entrou como se tivesse apanhado da vida. Os olhos vermelhos, o corpo tenso, a alma arrastando no chão. Deixou a porta aberta, jogou o boné na cadeira, e veio direto até mim. Não disse nada de cara. Só me abraçou. E foi um abraço doído, desesperado. Como se ele estivesse pedindo perdão sem palavr

