Nicolas estava em sua cama, mas ao contrário do que Ellison imaginava, ele não dormia. O mistério que ela representava em sua mente não o deixava descansar. Por mais que tentasse desviar os pensamentos, algo sobre aquela mulher insistia em ocupar sua cabeça. Ele virava de um lado para o outro, tentando se convencer de que não valia a pena, mas ainda assim, a dúvida persistia. “Como diabos ela achava que eu tinha matado os avós dela?”, pensava, revirando os olhos e soltando um suspiro frustrado. A acusação era absurda, não fazia sentido, mas a estranha sensação de que algo estava errado não o deixava em paz. Virando-se na cama mais uma vez, ele murmurou para si mesmo, como se tentasse dar ordens à sua mente para esquecer a mulher maluca: “Que inferno, Nicolas. Esquece essa doida. Aprove

