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900 Palavras

Naquela manhã de domingo, o relógio marcava exatamente sete e meia. Ellison ainda estava entregue a um sono profundo, seu corpo aninhado entre os lençóis bagunçados. A claridade suave que atravessava as frestas da cortina criava desenhos aleatórios pela parede, mas não era a luz que incomodava seu repouso. Um som insistente e estrondoso a incomodava profundamente. Algo a perturbava, zunindo por entre seus sonhos, até que, aos poucos, seu cenário onírico foi se dissipando, dando lugar à realidade. Ela franziu as sobrancelhas, revirou-se na cama, e, ainda meio adormecida, piscou algumas vezes para clarear a visão embaçada. Foram necessários alguns segundos de confusão até que ela se desse conta: alguém estava literalmente esmurrando sua porta. O som ecoava pela casa, seco, firme, urgente.

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