NARRADO POR TAKINO Beijei minha mãe na testa, me curvei para meu pai. É um sinal de respeito, uma tradição japonesa que eu não gosto. Mas enfim, está perto do dia que eles vão embora, não vou me rebelar contra as tradições deles justo agora. Quando me sentei, mamãe começou: — Foi bem providencial esse jantar que você pediu hoje, Takino. — É mesmo, mama. Porque? — Porque hoje fui ao shopping com Marielle. Ela me pegou aqui pela manhã, tomamos café juntas antes de sair. Depois almoçamos no shopping, compramos algumas coisas. Ela até lhe comprou uma gravata de presente. Mais tarde fomos no salão, e ela ainda me levou para tomar um chá na Motchimu, aqui perto, antes de me trazer pra casa. Meu sangue gelou, tentei controlar o nervosismo e não demonstrar o quanto aquilo me desagradou.

