Capítulo 11

808 Palavras
Anu Estávamos na mesa do restaurante, com os cardápios nas mãos escolhendo o prato principal. Enquanto isso, notei ele pedindo para o garçom trazer um vinho. O garçom balança a cabeça fazendo que sim e sai. Ele pega o cardápio, depois olha para mim. — O que foi? — Pergunta. — Não gosta de vinho? Se quiser, posso escolher outra coisa… Garçom? — Se vira, levanta o braço para chamar o garçom. Pego na sua mão impedindo. — Não, não precisa fazer isso. Eu gosto de vinho. — Disse com suavidade. Ele abaixou o braço e ficou olhando para mim, admirando. Confesso que gostei disso! Então, continuo atraindo interesse. Isso é bom. Me afasto e encosto na cadeira, olhando para o cardápio. ― Já que você escolheu o vinho, o que sugere para o jantar? ― Hã? O que disse? ― Pergunta, solto um sorriso. Me inclino para frente e repito a pergunta. Ele sorri e olha para escolher o prato. Depois de ficar uns cinco minutos, ele finalmente escolhe. O garçom traz o vinho, que em seguida coloca o vinho nas nossas taças. Então, aproveita que o garçom está ali e faz os nossos pedidos. ― Vou querer esse salmão, purê de mandioca e legumes… Sal… Salteados…. ― Levo a mão na minha boca para conter o riso. Meu Deus! Acho que nunca entro nesse restaurante? Isso tudo era para me impressionar? Depois de anotar o seu pedido, o garçom vira para mim para saber o meu. Me ajeito e aponto para ele dizendo que ele que vai escolher o meu prato. Ele fez uma cara, “ tem certeza disso?”. Vou confiar nesse menino, afinal, tenho que dizer que ele está se esforçando. Nem quando estava casada com o Alexandre fazia isso, ter essa toda atenção por mim. ― E para a senhora? ― Pergunta o garçom. Ele olha para mim. Balanço a cabeça que era para ele deixando ele escolher o meu prato. Pega a taça de vinho dando um gole, depois dá mais uma olhada para o cardápio. ― Pra ela.... Um salmão com molho de iogurte e acompanhado com uma salada? ― Levanta a sobrancelha para mim. ―Pode ser. ― Sussurro, piscando para ele. Que sorri também. O garçom anotou os nossos pedidos e saiu. Agora que está um pouco relaxado, decidi conversar e querer saber um pouco desse garoto. ― Beto? Esse é seu nome? ― Beto é apelido, meu nome é Alberto. Mas pode me chamar de Beto, não me lembro de você ter falado o seu? ― Bebe o vinho, depois põe a taça na mesa. Não tira os olhos de mim. Caramba, sinto meu corpo ferver com esse olhar! Nunca me senti assim antes? Dou mais um gole no meu vinho, balanço a cabeça para afastar essa sensação. ― Me chamo Anu. Depois aquilo que aconteceu na minha cafetaria… Não estava com cabeça para me apresentar… ―Abaixei a cabeça lembrando daquela cena horrorosa do Alexandre. Neste momento quero esquecê-lo! ― Já foi. Agora você está aqui. ― Ele disse, alisando a minha mão. Ergo o meu olhar para ele. Nessa hora, ficamos em silêncio. Aqueles olhos claros olhando fixamente para os meus, começo sentir um calor no corpo. Logo, chega o garçom com os nossos pratos, tiro o meu braço. Depois que o garçom deixou os nossos pratos, ele saiu. Comecei a comer a minha comida, notei que ele nem tocou no seu prato, pelo contrário, estava encarando. ― Não vai comer? ― Indago, limpando a minha boca com o guardanapo. ― É que veio tão pouco. Achei que pelo valor, tinha que vim mais! ― Começo a rir, sacudo a cabeça concordando com ele. Falo para ele comer e faz o que pedi. ― Nossa, que delicia isso. ― Exclama, sacudi concordando. Depois começamos a conversar, ele falou um pouco dele. Disse que joga futebol e que se chama Red Champions. Joga profissionalmente que daqui a um mês tem a final do mundial. Falei do meu trabalho, bom, da minha cafeteria e disse que sou dona. Quando falei isso, ele ergueu a sobrancelha não acreditando. Confesso, que foi engraçado essa parte. Mas fiquei encantada mesmo, quando perguntou do meu trabalho, do que gosto de fazer. Estava prestando atenção em tudo que estava falando. Como é bom ser ouvida! Eke tempo todo sendo atencioso. Isso é bom. Depois que acabamos de jantar, bebemos um pouco mais de vinho, Beto chamou o garçom para trazer a conta. Que em seguida trouxe. Ele estava tirando sua carteira para pagar, falei que não precisa pagar, que poderiamos dividir. Mas ele disse que não. Que cavalheiro seria ele se fizesse isso. Olhei para ele fascinada. Já conta paga, se levanta e ve até a mim, puxa a cadeira para levantar. Saimos e fomos para o estacionamento para pegamos o carro.
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