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1824 Palavras

Eu não sabia por que o medo me consumia se, no fundo, sabia que tudo não passava de mentiras. Mas, pelo visto, eu era a culpada da história. Não que eu quisesse. Enquanto caminhava atrás da rainha-mãe, que mantinha uma postura rígida, quase teatral em sua indignação, respirei fundo, tentando conter o turbilhão que crescia dentro de mim. Eu não seria acusada de algo tão absurdo e me calaria. Não. Minha tia me criou para ser forte, e forte eu seria. Ergui os ombros, ajustei a postura e ergui o queixo. Cada passo meu era um lembrete de que eu não deixaria ninguém me pisotear, ninguém manchar meu nome com mentiras. Desde o dia em que retornaram daquela viagem maldita, parecia que eu havia me tornado um alvo. Para eles, eu era um nada. Um pedaço de carne sem valor. Só para meu marido eu pareci

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