— Como não é sua culpa? Eu pressiono. — Você colocou uma mulher doente num estresse incrível. É de se admirar que ela teve essa reação? Tommy olha para mim, mas a ferocidade se perde num arroto bêbado. — Ela vai ficar bem. Ernestine continua com a sua respiração frenética e superficial por mais alguns segundos. Então a sala cai num silêncio sinistro. Todos nós paramos e olhamos para Ernestine. Ela não está mais respirando. Julia engasga e começa a sacudir a avó. Eu não sei o que fazer. Pobre Ernestine. Pobre Julia. Tanta angústia nas suas vidas. Quando isso vai acabar? Tommy cambaleia até a mesa e empurra Julia para o lado. A menina cai no chão com um grito de dor. Ele sacode Ernestine com força, com força suficiente para que ela quase caia da cadeira. Julia grita para ele parar.

