Gustavo: Oi Cecília. - Gustavo fala com a porta aberta e a outra cumprimenta nervosa, revelando isso ajeitando seu óculos. - Entre... eu estava jantando - Ele diz e dá espaço para Cecília entrar no apartamento. Cecília nem ficou surpresa com o tamanho do apartamento de Gustavo, era enorme, só a sala de estar era maior que seu pequeno apartamento, mas ficou surpresa com a decoração. O apartamento de Gustavo era inteiramente uma mistura entre o moderno e o nerd. Haviam aqueles bonecos pop up de Star Wars espalhados pela casa, posters de grandes clássicos de cinema e de séries pelas paredes, uma mistura de tons de preto e cinza nas paredes davam o ar de sofisticação e elegância. Cecília não tinha dúvidas, aquele seria o apartamento de Loise se ela fosse uma CEO de sucesso. - Gostou do apartamento? - Gustavo pergunta vendo Cecília olhar para cada canto daquela sala.
Cecília: Se o resto for como a sala, adorei. - Cecília diz simples, mas voltando a ficar séria - O que queria comigo Senhor Luthor?
Gustavo: Acho melhor você se sentar... - Gustavo diz e Cecília se senta no sofá olhando para o chefe, o que Gustavo queria dizer? - Eh... acho que preciso primeiramente me desculpar por todas as vezes que eu te tratei m*l desde que começou a trabalhar comigo. Devo explicar o motivo de ser tão grosso contigo esse tempo todo.
Cecília:Senhor Luthor...
Gustavo: Não. Preciso dizer... preciso dizer para você entender no final. - Gustavo fala e Cecília concorda, não contestando mais. - Bem... desde que eu assumi a L-Corp, o conselho sempre me pressionou para ter um herdeiro. Ter uma família basicamente. Isso sempre tirou minha paciência, era o que me perturbava desde que entrava na L-Corp, até a hora que eu saía dela. Muitas vezes era um mau dia para mim, então ter alguém te desejando bom dia... - Gustavo fala soltando uma risada nervosa. - Então... mais ou menos a dois dias, eu acabei me estressando e soltei que eu tinha uma noiva e uma enteada. - Ele fala e Cecília se ajeita melhor no sofá, temendo os rumos daquela conversa. - Não podia voltar atrás, se antes eu já estava em problemas... bem... agora eles viraram reais. Então ontem... a reunião que estavam tentando me derrubar era justamente por isso, eles não acreditaram que eu realmente estava noivo, o que de fato eu não estava, mas a apresentação da Loise foi de suma importância para eu conseguir me manter por mais um tempo na empresa, porém depois houve um tropeço do destino... - Gustavo fala não sabendo como tocar no assunto. - Eu já havia conhecido Loise antes dela invadir minha sala.
Cecília: Senhor Luthor, não estou entendendo onde quer chegar... - Cecília diz confusa, onde ela e sua filha se encaixavam ali naquela confusão? O que ela estava fazendo ali?
Gustavo: Eu me encontrei com Loise na lanchonete da empresa e começamos a conversar... era uma conversa ótima... até que Edge chegou. - Gustavo começou e Cecília não entendia nada ainda - Ele deduziu que Loise era minha enteada. - Gustavo fala e Cecília olha para ele surpresa - E eu não neguei. - Gustavo fala e cobre sua cara com suas mãos enquanto seus cotovelos se apoiavam nas coxas, Cecília ainda estava estática. - Eles agora esperam que eu apareça com minha enteada e noiva no coquetel de sábado. - Gustavo diz e Cecília finalmente entende o porquê de estar ali.
Cecilia: Espera aí... - Cecília fala se levantando - Você simplesmente deixou a entender que eu sou sua noiva e que Loise é sua enteada?! - Cecilia exclama. - Você está entendendo o que fez?
Gustavo: Sim! - Ele olha para Cecilia - E é por isso que vim propor isso a você.
Cecília: Senhor Luthor... olhe bem o que quer me propor.
Gustavo: Quero que você seja minha noiva. - Gustavo solta e Cecília se levanta, aquilo não podia ser real... isso era... aquilo era absurdo! Gustavo achava que podia tratar Cecília e Loise como mercadorias ou peças de um jogo de xadrez?!
Cecília: Isso é... só pode estar brincando. - Cecília fala negando. - Acha que eu e minha filha somos o que? Mercadorias? Um serviço? Uma nova espécie de acompanhantes de luxo?
Gustavo: O que não! - Gustavo exclama se levantando junto de Cecília. - Cecília entenda. Deixe-me explicar tudo... - Gustavo segura o pulso da loira antes que ela saia em direção a porta, o corpo de Cecília sentiu um choque, um arrepio subir pela sua espinha, por um simples toque. - Quando eu terminar de explicar lhe deixarei ter o tempo necessário para decidir. Não lhe cobrarei nada por agora.
Cecília: Tudo bem. - Cecília se volta para a chefe e cruze os braços - É bom que você meça bem suas palavras Senhor Luthor - Cecília fala e Gustavo suspira.
Gustavo: Eu sempre quis me casar, mesmo nunca tendo me apaixonado por ninguém antes. Os dias e noites que eu passava, ou melhor... passo, na L-Corp, só dificultaram minha interação com outras pessoas. E não podemos esquecer que eu preciso de alguém que herde a L-Corp quando eu for, você sendo minha noiva, pode me fazer deixar Loise como minha herdeira. Eu agradaria o conselho tendo minha família e teria meu lugar como CEO na L-Corp garantido, além disso você e sua filha seriam ricas e...
Cecília: Você acha que eu e minha filha ligamos para o dinheiro? - Cecília fala e Gustavo engole seco
Gustavo: Não! Não! Isso não! - Ele fala esfregando suas mãos em negação de forma exasperada para ela entender que não é isso que queria dizer. - Estou dizendo que... pense em Loise! - Gustavo fala, seria nisso que ia basear sua argumentação: Cecília era mãe, queria o melhor para sua filha, e Gustavo poderia dar o melhor. - Nós fora dessa casa, passaríamos a imagem de um casal apaixonado, uma família perfeita, mas aqui dentro podemos ser apenas amigos, porém Loise... Loise teria muito mais oportunidades que nunca teria a chance de ter. Ela estudaria nas melhores escolas, teria os melhores tutores, elevaria sua capacidade ao máximo como você sempre quis e por fim, ainda poderá no futuro assumir a L-Corp. Pense nela. - Gustavo fala e vê finalmente em Cecília a dúvida em seu olhar. Havia conseguido plantar a semente nela, agora precisava cultivar.
Cecília: Como seria isso? - Cecília pergunta, precisava saber dos detalhes para tomar sua devida.
Gustavo: Quer se sentar? - Gustavo tenta novamente e Cecília assente indo até o sofá e se sentando de novo. - Bem... você seria minha noiva, assim como Loise seria minha enteada. Isso é básico. Para todos seríamos um casal feliz, apaixonado e essas coisas todas, mas aqui dentro nós duas seríamos amigos. Tenho quartos suficientes para casa uma e...
Cecília: Espera. - Cecília interrompe - Eu e Loise viemos morar com você?
Gustavo: Claro. - Gustavo responde simples. - Seremos uma família, então temos que morar juntos. Vocês poderão usar meu dinheiro, e você pode continuar a trabalhar para mim, podemos usar a desculpa de que apenas confio em minha noiva para gerir minha vida pessoal e profissional, Loise pode estudar na escola que quiser e... - Gustavo fala e Cecilia começa a rir da situação. - O que foi?
Cecília: Nem concordei e você já está empolgado em criar uma história dessas. - Cecilia diz se levantando - Eu preciso ir agora Senhor Luthor...
Gustavo: Eu já disse para me chamar de Gustavo, Cecilia.
Cecilia: Certo. Eu preciso ir agora Gustavo, vou conversar com Loise e pensar em tudo... irei lhe retornar quando tiver a resposta. - Cecilia diz indo até a porta com Gustavo a seguindo.
Gustavo: Tudo bem. - Gustavo fala abrindo a porta para Cecilia passar - Cecilia... - Gustavo chama a mulher que a olha - Só não conte a ninguém fora Loise e sua irmã, que eu sei que procurará conselho, pois além do meu emprego e reputação estar em jogo, o futuro da sua filha também ficará... pense no que posso proporcionar para vocês duas. -Gustavo fala e a loira assente - Por favor...
Cecília: Certo Gustavo. Agora preciso ir. Até amanhã na empresa - Cecilia diz indo até o elevador e Gustavo fecha a porta se escorando nela logo depois e escorregando até o chão, agora era a hora de rezar para todas as entidades existentes para aquilo dar certo e o terceiro milagre ocorrer.