Capítulo 38

1408 Palavras

Quando ele fez careta outra vez para o copo, eu resmunguei que já estava ficando com vontade de provar a bebida para constatar se estava mesmo tão r**m quanto parecia, no que ele me ofereceu com uma expressão nada encorajadora. Eu provei. Meu estômago ardeu pelo gosto forte. A impressão era a de que o café só tinha água para enganar, porque o gosto era do puro **. E ele estava muito doce, na tentativa de Félix em deixá-lo menos forte, quando a questão seria facilmente resolvida com mais um pouco de água. Eu evitei fazer cara de nojo, porque os atendentes estavam muito perto, mas o meu silêncio foi o suficiente para Félix. — Volte a me explicar os seus motivos para querer me alimentar tanto — pedi em tom de súplica, dobrando o corpo que ardeu pela amargura do café. — Você, de alguma forma

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