Como uma pessoa que sempre evitou frequentar hospitais, preciso dizer que foi um verdadeiro choque acordar na cama de um sem ter a ideia de quanto tempo havia se passado ou até mesmo do motivo para eu estar ali. A primeira noção que tive da volta da minha consciência, foi perceber que a minha cabeça doía. E não era uma dor do tipo causada por uma pancada. Ela começava atrás dos olhos e se estendia até o cocuruto, de modo que minha visão permaneceu turva e embaçada por um longo momento. Não importava quantas vezes eu esfregasse os olhos, as imagens não focalizavam, e a dor em minha cabeça inteira apenas piorava. Então eu comecei a perceber os sons, ou melhor dizendo, a falta deles. O meu maior problema com os hospitais – tirando os médicos, os remédios, os doentes e o cheiro terrível de d

