Eu sempre fui o tipo de pessoa que evitava frequentar hospitais. Fosse para realizar uma consulta ou afim de tratar algo urgente. Eu só entrava num hospital quando pensava que não havia remédio no mundo para melhorar aquilo que eu estivesse sentindo. Eu era do tipo de pessoa que acreditava de que enquanto houvesse esperança de melhora, não devia passar na porta de um hospital. Não por crença, nem por medo, mas simplesmente porque eu não confiava em qualquer pessoa que estudava por mais de dez anos para aprender a cortar e costurar corpos. A medicina era um assunto delicado para mim. E eu agradecia diariamente por não ser uma pessoa que se abatia tão facilmente por qualquer enfermidade, porque assim estava livre de cruzar o meu caminho com algum médico. Entrementes, diante do ocorrido com

