LUNA Acordei sem sentir meus dedos e com o nariz congelando. Estou tremendo. Abro meus olhos e me vejo deitada num colchão velho de uma casa velha de madeira. Parece uma casa abandonada. Tem um fogão velho, uma mesa empoeirada, uma cadeira empoeirada, um chão sujo. É tudo muito frio. É difícil saber aonde é a porta, toda a parede parece ser uma porta. Procuro alguma fresta para ver onde estou. A madeira é tão juntinha e forte que quando bato não faz nenhum efeito. No alto, perto do telhado, encontro uma fresta. Não alcanço, pois é um pouco alta, apesar do teto não ser muito alto, eu sou baixa pra alcançar. Peguei a cadeira e subi. Na ponta dos pés coloco meu olho na fresta. É tudo branco é frio. É neve. Estou num lugar com muita neve! — SOCORRO! SOCORRO! — grito

