Yoko caminhava com raiva, os pés descalços afundando na areia das praias de Niihau. O vento forte bagunçava seus cabelos, porque o véu tinha sido retirado pelo vento, mas ela não se importava. Cada passo era na esperança de encontrar Enri,, cada grão de areia que chutava, uma tentativa de expulsar a raiva que a consumia. — Enri! — ela gritava, a voz ecoando na vastidão do mar e das falésias. — Enri, meu amor. As lágrimas queimavam seus olhos, mas Yoko não as enxugava. Sua visão estava turva. A cada vez que gritava o nome dele, sentia uma pontada no coração, uma mistura de amor e ódio. Enri era seu, não de Akari. Ela pensava que só precisava m@tar Akari, era isso, e Enri seria dela, somente dela, como quando ele só era uma criança, e depois na adolescência. — Por que me deixou, Enri?

