O carro preto deslizava pelas ruas iluminadas de Las Vegas, a cidade que nunca dormia, agora Mori entendia bem o significado daquelas palavras. As ruas ainda estavam cheias de turistas e moradores, todos imersos na energia caótica e contagiante da cidade, era por isso, que quando alguém sumia em Vegas, dificilmente a pessoa era encontrada, existia um mundo a parte em Vegas, sempre caótico e vivo. No entanto, dentro do carro… No porta-malas, o mágico gritava desesperadamente, pedia por socorro, dizia que tinha dinheiro. Mori se preocupou que alguém escutasse, mas logo percebeu que os gritos eram abafados pelo som ensurdecedor da cidade poderosa. O ruído constante dos carros, das pessoas, das sirenes e dos shows criava uma sinfonia que engolia qualquer som que vinha de dentro do carro.

