Capítulo 107 FERA NARRANDO Assim que a porta bateu e ela virou as costas, um silêncio ensurdecedor tomou conta da sala . Meu peito subia e descia num ritmo estranho, como se meu próprio corpo estivesse em guerra com a mente . Eu tentei ficar parado. Tentei não fazer nada . Mas bastou dez segundos pra tudo desandar . — FILHA DA PUTÄ! — gritei com força, virando e socando a parede com tanta violência que minha mão começou a sangrar. — Caralhö, Milena… Como é que ela teve coragem? Como é que ela veio aqui, no MEU QG, pra me dispensar? Pra me olhar nos olhos e dizer que a gente acabou? Acabou porrä nenhuma! O sangue escorria da minha mão, pingando no chão, mas a dor física era nada perto da outra. Aquela que queimava o peito e rasgava o orgulho. “Você me assumiria como sua mulher?” A

