Havia chegado em casa, mas não tinha visto a Lúcia ainda. Entrei no quarto de Eli e o chamei. — Oi Eli, onde está a Lúcia? — Ela foi jantar com o Charlie — rspondeu revirando os olhos. — Você ainda precisa superar — dei risada. — É, com certez eu vou... — E como você esteve? Bem? — Sim, fiquei recebendo umas ligaçóes de um número desconhecido e foram várias vezes, mas quando eu atendia, a pessoa ficava em silêncio. — Que entranho, posso dar uma olhada? — Claro, aqui — estendeu a mão mostrando o número no celular. — Também nunca vi. — Você acha que pode ser de algum familiar nosso? Ou até mesmo do nosso pai? — Não, ele nunca ligaria para nós, muito menos alguém da nossa família. — Então porque a pessoa liga várias vezes e fica muda? Talvez tenha vergonha de responder, não

