📖 Capítulo 13 – Marcas Invisíveis

575 Palavras
A manhã seguinte chegou com o gosto doce da noite anterior ainda na pele. Cassie acordou com o cheiro do suor de Hoseok ainda grudado no pescoço e os dedos entrelaçados aos dele. A memória da dança — e tudo que veio depois — parecia um sonho quente e perfeito. Mas a realidade não demora a bater. E ela veio em forma de notificação. --- A foto Ao chegar na universidade, Cassie notou os olhares. Murmúrios. Risos abafados. Quando tirou o celular do bolso e desbloqueou, viu a mensagem de Jimin: > “Cassie, não sei como isso vazou, mas alguém postou no fórum da universidade uma foto sua com o Hoseok no estúdio. Cuidado.” O link levava a um blog estudantil sensacionalista. Na foto, Cassie e Hoseok estavam semiabraçados, ele de regata, ela com a blusa caída num dos ombros. O reflexo do espelho os denunciava em uma pose intimista, pós-momento quente. Título da postagem: “Filha da empregada ou aproveitadora? Hoseok Jung e a estrangeira misteriosa.” Cassie sentiu o estômago virar. Os comentários eram ainda piores: > “Ela deve estar usando ele pra conseguir cidadania.” “Nunca vi Hoseok tão fora de si.” “Como alguém como ela entra numa universidade de elite?” O chão pareceu sumir sob seus pés. --- O confronto com Hannah Mais tarde, Cassie foi chamada pela própria Hannah, a mãe de Hoseok. A mulher estava séria, elegante como sempre, sentada atrás de uma mesa imponente no escritório da mansão. Os olhos carregavam julgamento — e um toque de decepção. — Você sabe por que está aqui, Cassie? Cassie assentiu, firme. — Imagino que seja sobre a foto. — Uma foto que mancha o nome da minha família. — A voz dela era fria. — Eu acolhi você nesta casa com carinho. Confiei que teria bom senso. E agora vejo meu filho envolvido em escândalos que afetam minha reputação. Cassie manteve a postura, mas por dentro sentia as lágrimas querendo vir. — Eu nunca quis prejudicar ninguém. Muito menos o Hoseok. Hannah inclinou-se levemente à frente. — Então prove isso. Afaste-se. Cassie engoliu seco. — Isso é uma ameaça? — É um aviso. Se você ama meu filho como diz, saberá que ele não pode se dar ao luxo de ser arrastado por um romance impulsivo com uma garota sem passado, sem sobrenome… e agora, sem moral. Cassie se levantou, o peito em chamas. — Eu posso não ter nome. Mas tenho valores. E amor, senhora Jung, não é impulsivo. É corajoso. Ela saiu do escritório antes que as lágrimas caíssem. --- Hoseok descobre Mais tarde naquela noite, Hoseok a encontrou no jardim dos fundos da casa, abraçada aos joelhos, a carta do pai em mãos. — Você falou com ela, não é? — ele perguntou, ajoelhando-se à frente dela. Cassie assentiu. — Ela quer que eu me afaste. Disse que estou te arrastando pra baixo. — Isso é ridículo. Ela não manda em mim. — Mas manda no seu mundo, Hoseok. No que você herdou. No que você vai se tornar. E talvez ela esteja certa… Ele a interrompeu com um beijo. — Escuta bem. Eu escolhi você. E não vou permitir que te tirem de mim por algo tão sujo. O que a gente tem é real. Você me entende? Ela assentiu com os olhos marejados. — Mas e se isso custar sua paz? — Você é minha paz, Cassie.
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