O quarto estava silencioso, só as respirações ainda aceleradas preenchendo o ar. Gabriela caiu deitada entre eles, exausta e sorrindo sem conseguir evitar. Jean passou o braço por baixo dela, puxando-a com cuidado, como se ela fosse feita de algo precioso. Mateus se aproximou pelo outro lado, ajeitando os lençóis sobre os três, sem pressa. — Tá bem? — ele perguntou baixinho, tirando uma mecha de cabelo do rosto dela. Gabriela fechou os olhos por um instante. — Melhor do que bem, — respondeu, a voz rouca de cansaço e contentamento. Jean beijou sua testa, devagar — não era desejo, era alívio. Mateus encostou a testa na dela, os dedos desenhando círculos lentos em seu braço, quase hipnóticos. Não havia pressa, nem necessidade de palavras. Depois de alguns minutos, Gabriela abriu os

