Eu estava na varanda, não consegui dormir, ela não disse nem que sim e nem que não, e agora, depois de tudo o que falei não sei se parece o certo. Eu amo a Hinata, muito, nem cabe em mim, mas não sei se estou pronto para assumir uma responsabilidade desse tamanho e acho que nem ela, a diferença é que ela foi mais sensata.
Hinata ficou em seu apartamento e eu voltei para casa, amanhã tenho que acordar muito cedo para conseguir chegar no horário para a perícia, na verdade acho que nem vou dormir.
E foi exatamente o que aconteceu, saí de casa sem acordar ninguém, ainda estava escuro um carro do exército me esperava em frente ao portão. Nada mais nada menos que Konohamaru Sarutobi veio me buscar.
-Mano Naruto, essa casa é linda.
-É sim- eu disse fechando a porta do carro.
-Está tudo bem?
-Está sim cara, só não consegui dormir a noite.
-Animado para a volta?
-Para te falar a verdade, não, nem um pouco.
Vi seu olhar sobre mim.
-O que aconteceu? Você não queria nem ir embora.
-Eu não esperava que acontecesse tudo o que aconteceu.
-E o que foi exatamente?
-Eu pedi uma mulher em casamento ontem.
Vi seu olhar arregalado se virar pra mim.
-O QUE?
-Não grita.
-Como não? E porque você não está feliz?
-Não é isso.
-Ela não aceitou?
-Não exatamente, mas sei que o nosso namoro não vai acabar. Eu amo ela e ela me ama.
-Então o que é?
-Eu não quero voltar Konohamaru, não quero deixá-la e se o Kakashi falar que eu devo voltar?
-Você ainda não está bom, não vai voltar agora.
-Sei, mas e quando eu tiver que voltar? Não sei se estou preparado para isso.
-Você pode deixar o exército se quiser.
-Eu também não sei se estou preparado para isso.
-Daí você dificulta.
-Eu sei.
Não demorou muito para chegarmos, ele me deixou no departamento médico e seguiu para o seu posto, eu entrei e fiquei esperando até que me chamassem, não demorou muito.
-Uzumaki?- eu entrei na sala- Sente-se.
-Obrigado.
-Deixe-me ver- o médico pegou a ficha- Foi muito grave.
-Sim.
-Bom, tire a camisa e sente-se ali- ele apontou para a maca e eu fiz o que ele pediu.
***
-Bom, você não vai voltar tão cedo- eu concordei com a cabeça- Vou marcar mais uma perícia para você daqui duas semanas, vamos ficar assim até estar preparado para voltar.
-Claro- ele assinava alguns papéis e me estendeu alguns- Até mais- disse me levantando.
-Até, o Kakashi está te esperando.
-Ok, obrigado.
Eu saí da sala e entrei até o campo de treinamento onde o Kakashi geralmente ficava. Quando cheguei em sua sala bati na porta e ele me disse para entrar.
-Nossa, você está diferente- ele disse assim que abri a porta.
-Eu não- disse sorrindo.
Kakashi sempre me ajudou desde que entrei aqui, claro que eu não era tão bom no início, mas ele me treinou, e agora o exército pode se orgulhar desse soldado.
-Como está?
-Bem.
-Que bom, mas e então? O que mudou?
Eu fiquei quieto, não sabia como colocar em palavras tudo o que aconteceu desde que eu voltei para casa. Então fiquei calado.
-Eu fiquei preocupado com você quando precisou voltar para casa. Sei que não tem uma relação muito boa com sua família. Correu tudo bem?
-Melhor do que o esperado- eu disse sério- bem melhor, mas ainda sim existem receios. Eu sinto que não conheço mais eles e por mais que eu ame a todos, me sinto um intruso naquela casa.
-É normal se sentir assim, você passou muito tempo sem vê-los, sem estar com eles.
-Eu não queria ter que ficar lá.
-Não tem outro lugar?
-Eu não sei.
-Qual é Uzumaki, sei pai era meu treinador lembra?
-Como esquecer não é?
-Se você quiser pode ficar no meu apartamento, eu não vou pra lá faz um tempo, deve estar cheio de poeira.
-Não precisa, muito obrigado.
-E era só isso?
-Na verdade não.
-E então…
-Eu estou namorando.
-Uau- ele disse sorrindo- E a Shion?
-Não. Nunca foi sério o que tivemos.
-Sei disso, mas com tudo o que acontecia entre você e sua família eu achei que ela era sua opção.
-Eu entendo.
-E como é a garota?
-Ela é incrível- eu sorri automaticamente- é morena e tem olhos lindos.
-Uau- ele sorria.
-O que?
-Você está realmente apaixonado.
-É- eu falei abrindo ainda mais o sorriso- Eu estou.
-Isso é inédito.
-Pode acreditar, eu não esperava por isso.
-Porque?
-Ela não é exatamente o meu tipo de mulher.
-Como assim?
-Ela dança Kakashi, ela adora dançar.
Ele começou a rir e eu acabei sorrindo também.
-E você dança com ela?
-Eu não danço e você sabe disso.
-É engraçado ver você assim, todo alegre. Fico feliz.
-Obrigado- eu falei sorrindo.
-Bom, eu tenho uns meninos para passar a iniciação. Te espero em breve Uzumaki.
-Agradeço, até a próxima.
Nos levantamos e nos abraçamos.
Quando eu estava saindo em direção ao Konohamaru alguém trombou em mim. A pessoa foi ágil e desviou, o cabelo loiro e comprido é conhecido, os olhos violeta também. Shion.
-Oi- ele me olhou sorrindo, eu retribui.
-Oi, está bem?
-Eu tinha que te fazer essa pergunta- ela olhou para o meu braço- Está tudo bem?
-Está, está sim.
-Que bom, fico feliz. Você nunca mais ligou- eu fiquei vermelho e levei minha mão até a nuca como sempre faço quando estou nervoso.
-Eu estive bastante ocupado.
-Entendo, sua mãe foi de boa com você?
-Foi, ela foi bem tranquila.
-Que bom. Eu tenho que ir agora.
-Tchau.
Ela me deu um selinho rápido e saiu correndo para onde estava indo antes de mim. Eu nem tive reação, senão ir até o Konohamaru.
***
Quando cheguei em casa já era tarde, escutei a conversa na cozinha e deduzi que todos estavam jantando, eu nem passei por lá, só subi em direção ao meu quarto, fui direto para o banheiro para tomar um banho quente. Fiquei muito tempo debaixo da ducha, sem saber o que fazer. Quando saí dei de cara com a Hinata na cama, ela rodava nas mão o livro que fica na cama.
-Josh Malerman? Você tem bom gosto- eu sorri, eu tentei sorrir.
-Obrigada, já leu?
-Eu não gosto tanto assim de ler.
-Imaginei- ela riu.
-Porque?
-Você não tem o estilo de alguém que leia.
-Nossa, me ofendendo- ela sorriu e eu automaticamente fiz o mesmo- Mas eu te perdoo.
-Eu achei que a gente ia ter que se reconciliar- ela me olhou sem entender- na cama.
A risada dela foi estrondosa.
-Você é um pervertido.
-Eu sei disso- me inclinei até ela e a beijei.
As mãos da Hinata passaram pelo meu abdômen ainda úmido e gemeu. Eu deitei por cima dela tirando o seu casaco. Estou com saudades.
***
-O que aconteceu?
Nós estávamos deitados na cama, ela por cima de mim e o vento que vinha da janela passando por nós. Depois dessa seção de amor ela soltou a pergunta que a trouxe aqui.
-Eu estava no quartel- eu não quero mentir pra ela.
Hinata me olhou e se sentou na cama, com uma feição preocupada. Eu fechei os olhos.
-Porque?
-Eu tive que fazer uma perícia.
-E ai?
-Eu ainda não estou bom o suficiente para voltar- vi ela respirar aliviada- mas vou ter que fazer perícia a cada duas semanas- eu ainda não olhava pra ela, estava esperando a outra pergunta.
-Mas e quando você tiver que voltar? Definitivamente- e ela veio.
Silêncio.
O quarto ficou em silêncio.
Eu não sabia o que dizer, porque eu não sei o que fazer.
-Eu não sei- disse baixo.
-Como não sabe?
-Eu não sei Hinata- finalmente me levantei e a olhei nos olhos. Meu coração quebrou- Eu não sei mesmo.
-Você quer ir? Você quer voltar pra lá?
-Agora não.
-Mas e depois? Quando o seu braço melhorar, quando tudo voltar ao normal.
-Eu não posso deixar o exército Hinata, é a minha vida, eu não sei fazer outra coisa- Ela ficou em silêncio.
-E é por isso que eu não sei o que fazer.
-Eu não quero ficar sozinha.
-Eu não quero te deixar sozinha, não quero mesmo. E eu não ficaria lá direto quando como fiquei esses anos. Eu voltaria pra casa.
-Essa não é a questão Naruto.
-E qual é?
-Se você morrer, eu não vou aguentar. Eu vou desmoronar.
-Eu não vou morrer.
-Não tem certeza disso.
Eu não sei, estou dividido. Eu só tive o exército por todos esses anos, foi a única coisa que me manteve são, a única coisa que me manteve perto do meu pai e eu não sei fazer absolutamente nada a não ser lutar. Mas eu não quero ir, eu não quero deixar a Hinata e eu não quero morrer. O medo da morte nunca esteve tão presente em minha vida.
Eu puxei a Hinata para um abraço apertado, eu quero ter ela comigo.
-Você pensou no que eu falei?
-Não posso aceitar.
Me soltei do abraço lentamente, olhando para ela. Ficamos frente a frente.
-Não?
-Não se você for voltar pra lá. Não posso.
-Hinata eu… Eu amo você.
-Eu sei- ela passou a mão no meu rosto- E eu também, te amo muito, mas não posso passar por isso de novo Naruto.
-Hinata- uma lágrima saiu pelo meu olho.
Tenho certeza que a dor era evidente em meu rosto, faz anos que eu não choro e não é uma sensação boa, não é mesmo. Meu coração se apertou e ela me puxou para um abraço dessa vez.
O choro ficou cada vez mais forte. Tudo que eu escutava era o som do meu choro. Não é bonito, não é nem um pouco bonito.
As mãos da Hinata passeavam pelas minhas costas, num carinho constante e consolador, mas o choro não parava.
-Eu não posso perder você também Hinata- olhei pra ela, sentia meus olhos pegando fogo- Não posso perder você.
-Não tem como me perder, meu coração é seu, é todo seu.
Mais uma vez, frente a frente, olho no olho.
***
Amanheceu, eu abri os olhos com os raios solares. Senti a Hinata ao meu lado e sorri, mesmo com o assunto inacabado de ontem. Eu amo muito essa mulher. E isso me deixa triste porque eu não sei o que fazer.
Levantei de vagar procurando não acordá-la, fui até o banheiro para tomar um banho. Olhando para mim no espelho decidi deixar a barba. Troquei a bandagem, meu braço ainda está queimado, mas já está bem melhor do que no dia em que tudo aconteceu. Quando voltei Hinata ainda dormia, eu me troquei e desci. Preparei um café e levei pra ela lá em cima que acordou comigo abrindo a porta.
-Bom dia- eu disse sorrindo e ela sorriu também.
-Bom dia- a voz dela ainda estava sonolenta.
-Eu trouxe para você.
-Você é perfeito- dei um selinho nela- Obrigada.
Nós tomamos café juntos e devo admitir foi uma tentação, ela estava nua na minha frente.
***
Hinata estava no escritório com a mamãe. Ela por sua vez me pediu para ir com ela numa loja de tecidos. Eu fui claro, me lembro de quando era pequeno, Karin nunca queria vir, Nagato ainda não tinha nascido e ela me levava para não ir sozinha. Eu ajudava na escolha de alguns, mas passava a maior parte do tempo sentado olhando ela que rodava cada canto da loja.
Não foi diferente dessa vez, eu falei algumas coisas e me sentei, olhando no celular, esperando alguma coisa acontecer. Ela terminou já era hora do almoço.
-Nós podemos almoçar por aqui- ela olhava pela janela do carro- Ali, tem uma barraquinha muito boa.
Eu estacionei o carro e descemos para poder pedir alguma coisa.
Já sentados e comendo ela me olhou.
-está tudo bem filho?
-Está sim, porque?
-Está calado- Eu só olhei para ela- Ta vendo?
-Não é nada.
-É sim- Eu ri irônico.
-Não é nada.
-Filho.
-Não é nada, já falei. Deixa isso pra lá.
-Ok, se não quer falar eu entendo- ela deu uma mordida no lanche. Se lembra de quando você era pequeno?
-Me lembro sim- ela sorriu.
-Tenho saudades daqueles dias.
-Pode acreditar, eu também.
-Eu me lembro que você não parava quieto, me deu muito trabalho- eu comecei a ficar vermelho- Nem sei quantas vezes foi chamada na escola porque você andava aprontando com o Sasuke, não sei como ele seguia você.
-Ele me levava para a maioria das roubadas.
-Isso não é verdade- ela riu alto.
-É sim- eu falei sorrindo também.
-Querido, vamos ser honestos, você era escandaloso de mais para fazer qualquer coisa escondida. É igual a mim nesse quesito.
-O papai sempre falava isso.
-Sério?
-Sim, falava que eu era igualzinho a senhora quando era mais jovens. Sem a parte agressiva.
-Você ficou muito dócil mesmo. Eu me lembro quando você arrumou aquela namoradinha sua, como era o nome?
-A Hotaru?
-Isso, ela usou você de todas as formas possíveis e eu só não fui lá na casa dela porque o seu pai não deixou.
-Ele era bem pacífico.
Nós passamos muito tempo conversando, relembrando as coisas do passado e rindo das palhaçadas que eu fazia quando era mais novo e totalmente irresponsável. Depois voltamos para casa.
Hinata
O Naruto vem se mostrando muito atencioso, e eu entendo ele, sei que não deve ser fácil abrir mão de tudo o que sempre fez, mas eu não posso com isso, não vou aguentar mais um baque desses. E o pior é que o Sasori fica me intimando e eu não vou com ele, só tenho medo do que ele possa fazer.
Hoje os dois saíram cedo para comprar tecidos e eu fiquei aqui no ateliê, fazendo alguns moldes. Eu pedi almoço porque todos saíram e eu fiquei aqui sozinha.
Quando a Kushina voltou ela percebeu como eu estava.
-Está tudo bem querida?
-Está sim.
-Ai crianças- ela suspirou- Eu sei que tenho esse rostinho novo, mas eu já vivi muito- eu sorri- É com o Naruto não é?
-Você é maravilhosa.
-Ele também estava bastante pensativo hoje de manhã.
-Aconteceram algumas coisas, mas nada com o que se preocupar.
-Olha, o Naruto é muito importante pra mim e depois que você entrou na vida dele eu sei que o iluminou. Não sei o que você fez, mas nem eu que sou a mãe consegui então eu vou pedir pra você não desistir dele.
-Eu não vou.
Naruto
Assim que chegamos eu subi para o meu quarto, não consigo parar de pensar em tudo o que vem acontecendo na minha vida. E agora que tenho a Hinata não posso nem imaginar o que fez o papai voltar para o exército, não sei como proceder e não sei o que fazer. A minha cabeça parece um emaranhado de nós para todos os lados e eu quero tomar uma decisão clara.
Eu entrei para o exército para ficar mais próximo do meu pai, e isso funcionou por algum tempo, mas depois se tornou algo que eu tinha que fazer, eu não me sentia mais como o Naruto que sempre fui, eu não conseguia mais rir de tudo e nem brincar com qualquer coisa, eu fui me fechando, me tornando recluso e não sei exatamente quando isso aconteceu. Eu fui perdendo, aos poucos, toda a minha essência.
Mas quando conheci a Hinata, e vi toda a sua alegria e disposição eu fui me recuperando, ela me viu bravo, me viu feliz, me viu triste e tudo isso em pouquíssimo tempo, ela poderia ter ido embora e me deixado sozinho com todo esse fardo, mas ela não fez isso, ela me ajudou e ficou comigo, e está comigo!
As noites em que dormimos juntos eu não tenho pesadelos porque eu só sonho com ela, com o seus olhos brilhantes e o seu sorriso encantador e olhando dessa forma talvez seja mais sensato eu ficar ao lado dela, do que me torturar o resto da vida com lembranças que não me fazem bem.
É isso!
É isso!
É ISSO!
EU VOU FICAR COM ELA!
Num salto eu pulei da cama, quando eu olhei para a janela percebi que já era noite. Ela não deve estar aqui. Desci as escadas correndo e encontrei minha mãe na sala.
-Cadê a Hina?- eu estava eufórico.
Minha mãe me olhou de um jeito diferente e com um sorriso no rosto disse que ela tinha ido embora a alguns minutos atrás.
Eu corri para pegar a chave e depois até a garagem, nunca dirigi tão rápido em toda a minha vida, eu só preciso vê-la, vê-la e dizer que eu quero ficar com ela, que eu não vou voltar para o exército, que nós vamos ficar juntos e afirmais mais uma vez que eu a amo, a amo mais do que tudo.
Hinata
Eu fechei a porta ainda meio mole, todo esse estresse tem me feito muito m*l. Fui direto para o banheiro tomar um banho.
Já debaixo do chuveiro a minha mente se tornou um nevoeiro, eu não conseguia formular um pensamento simples e a única imagem que permanecia colada em minha mente era o Naruto, era o seu sorriso brilhante e o seu olhar arrebatador.
Fiquei poucos minutos com a água escorrendo pelo meu corpo e saí. Me enrolei na toalha e fui rumo ao meu quarto, mas alguma coisa me parou, era a porta, ela foi aberta e eu olhei para sala amaldiçoando o fato de ter esquecido de trancá-la.
Era o Sasori.
Ele me olhou com um sorriso estranho, e eu paralisei, meu corpo não obedecia a ordem que o meu cérebro dava para correr. Meus pés ficaram plantados no chão.
-Uau- ele vinha chegando até mim- Está se preparando para me receber?
-Sasori? Quem deixou você subir?
-Ninguém precisa deixar, a essa altura do campeonato eu achei que já soubesse.
-Vai embora, é sério.
Ele se aproximou olhando ao redor.
-Cadê o seu namoradinho?
-Para de chamar ele assim.
-Você sabe que é verdade. Eu vim aqui pra avisar que o tempo está acabando meu doce, no domingo nós vamos embora, então é melhor você arrumar as suas malas.
-Eu não vou a lugar algum, para de ser maluco.
Ele deu mais alguns passos e ficou frente a frente comigo, eu queria correr, sentia meu coração bater acelerado.
-Hinata- ele disse, sua mão foi até o meu queixo, me forçando a olhá-lo nos olhos- Você me conhece- vi seu olhar ir até a minha boca- Sabe que não pode me desafiar assim, ainda mais quando ele não está aqui para te defender.
-Vai embora- disse quase rosnando. Mas ele aproximou o rosto ainda mais, eu conseguia sentir o seu hálito.
-Sabe o que eu sinto falta? Da maciez dos seus lábios e toda vez que eu vejo vocês dois juntos eu morro de ciúmes. Me perdoe por não ser um cavalheiro agora pequena, mas eu preciso disso.
Ele terminou de falar e me beijou, Sasori forçou os lábios contra os meus, sua mão saiu do meu queixo e foi até a minha nuca segurando a minha cabeça e a outra passou pela minha cintura, me impedindo de fugir, por mais que eu quisesse. Eu tentei empurrar, mas ele é mais forte do que eu.
-MAS QUE p***a?
Sasori me soltou aos poucos e ambos olhamos para a porta que era de onde vinha o som, eu arregalei os olhos. Era o Naruto.