Capítulo 4

1758 Palavras
  Eve está exatamente igual a ultima vez que a vi, a única diferença é suas roupas, da ultima vez ela estava vestida como um mulher moderna, do século XXI (21), mas agora ela esta uma perfeita mulher do século XIX (19).   Ela é uma mulher linda, seus cabelos negros quase um azul, diferente de muitas mulher desta época, estão soltos e batendo na sua cintura, seus olhos azuis brilha com a vida, e seu vestido longo vermelho e liso nas laterais e na frente com babados pretos.    - Senta.- Ela me aponto para a mesma cadeira, que me sentei da ultima vez que estive nessa sala.    - O que iremos resolver vai ser rápido, não vejo necessidade de sentar.- Dispensei a oferta, e a olhei de uma forma nada amigável.    - Em que posso te ajuda?- Ela pergunto, se sentando no pequeno sofá.    "Não acredito, que ela me fez essa pergunta!"    - Quero que você arrume o que fez comigo.-Falei sem rodeios, tirando a toca da capa, e apontei para o meu novo visual. - Arruma toda essa bagunça.   - Você não esta feliz, com a vida que eu te dei?- Me pergunto calma, e me deixando mais estressada, com a sua calmaria. - Agora você tem pais, irmãos, e uma grande fortuna, não tem mais que se preocupar com seu futuro, você acabou de ganhar a vida, que muitos querem.   - Ótimo, da essa vida, para quem quer. Alguém que ira ficar extremamente feliz com o futuro que terá. - Bufei jogando minha longa franja, para longe de meus olhos. - Entre tantas pessoas, por que você escolheu, justamente eu?    - Você é esperta, estava em uma situação difícil, e você estava com um dos quatro livros que eu "perdi". - Ela deu de ombro. - Tudo me mandava diretamente, para você.    - Por que estou aqui? O que você quer de mim? - O tom em minha voz, aumentou, e meu peito começou a subir e descer rapidamente, por causa da minha respiração acelerada.    - Estou te dando a oportunidade de ser feliz, e em troca quero que você quebre a barrira deste mundo, mostre para as mulheres que elas podem ser mais do que o mundo faz elas acreditar que são. Quero que traga a coragem feminina do século vinde um pra cá.- Ela se levanto e parou na minha frente. - Eu quero essa cidade, queimando com o poder feminino.    -Sabemos que o final desta historia, não vai ser feliz.- Falei sorrindo com sarcasmo .- No livro a personagem se casa com um homem egoísta e no final, ela morre. Desculpa, mas prefiro minha vida difícil, do que morrer.   - Você pode mudar o final.- Ela ando até uma mesa com bebidas, e se serviu um pouco.   - Isso é um livro, como vou mudar o final? - Revirei os olhos.   - Não é simplesmente um livro. Isso é uma historia em fatos reais, tudo que você leu, aconteceu de verdade com a Senhorita Downing, você pode mudar toda a historia, e o final dela, está completamente em suas mãos.- Ela me respondeu, virando a bebida do copo em sua mão.- Tente ter essa vida, mude a sua historia, tenha tudo o que você nunca teve, e nunca vai conseguir, no século vinte um. Agarre essa oportunidade, ela é única.    - Não, obrigada. - Recusei mexendo meus lábios, como se essa proposta não me agrada, e revirei os olhos, no melhor sinal de deboche. - Posso não ter uma família, mas não irei abandonar a Sabrina, ela conta comigo, assim como eu contava com ela. Ela é minha família.   - É disso que esse lugar precisa, do seu deboche. - Ela colocou o copo na mesa, e apontou um dedo para mim. - Posso fazer algumas coisas pela sua amiga.    - Vai trazer ela? - Cheguei mais perto da vidente.    - Não. - Ela respondeu rapidamente.   - Então não posso ficar aqui. Me manda de volta. - Levantei a cabeça à desafiando, e jogando meu longo cabelo para trás do ombro.    - Posso dar uma vida melhor pra ela, um pai, uma mãe e até irmãos. - Ela pegou uma mecha do meu cabelo. - A propósito, seu cabelo é mais bonito assim.    - Muito engraçado. - Bati em sua mão. - Poderia ter os mantidos pretos, poder ter sido no século 17, mas ainda existe pessoas com suas crenças, que acreditam que ruivas são bruxas. Sem contar, que sou a única ruiva, na família Downing.     - Não aqui, as pessoas vão achar um charme. - Ela passo por mim, e se sento de uma forma elegante, transmitindo poder. - E isso vai ajudar, a mudar seu futuro.    - Na verdade, é o futuro de uma mulher que está condenada. - Me virei pra ela. - Eu quero me deitar naquela cama luxuosa, e acorda em uma cama de solteiro de um orfanato, trabalhe nisso, pois se eu tiver que voltar aqui novamente, irei mostra como uma mulher do século vinde e um, resolve as coisas, quando não consegue o que quer.    Dei as costas para Eve, e segui para a porta.    - Eu vi o futuro da Sabrina, ele vai ser histórico, posso até dizer que ela vai ser poderosa. - Parei com a mão na maçaneta. - Ela vai ser muito amada. Quer saber qual vai ser o nome dela?    - Se eu responder que não, você irá me dizer do mesmo. - Me virei pra ela, e cruzei os braços. - Desembucha, solta o que está te matando.    - Sabrina Downing. - Ela falo calmamente. - Você vai ser parente dela. Uma parente distante, mas ainda sim parente.    - Você irá trazer ela para esse século? - Me interessei.    - Não, 2021 e 2022, é o ano dela. - Ela deu de ombro. - Mas ela só vai ter essa vida perfeita que te falei, se você ficar aqui. - Como vou saber, que você está falando a verdade? - Levantei o queixo, e uma sobrancelha. - Você pode estar mentindo, para me manter aqui. - Não terá provas, mais eu não minto. - Ela falou com confiança. - Eu não previ que você teria uma família? Pois bem, eu estava certa. - Claro que você estava certa, você me deu essa família. - Disse com deboche. - Sim, eu te dei. - Ela deu de ombro. - E agora posso dar para sua amiga também. Topa ou não topa, fazer esse acordo comigo?    Olhando para seu rosto calmo, e seus olhos mostrando o quanto ela é poderosa, aumenta o que sinto por ela no momento,...raiva. Minha vontade no momento é jogar essa mulher no chão, e bater nela até esse lindo rosto fica irreconhecível. Minhas mãos que se encontra fechada em punhos, com tanta forca, que a qualquer momento, minhas unhas pode corta minha pele. Mais ao invés de bater nela brutalmente, pensando no futuro que Sabrina pode ter, abro minhas mãos, e dou o sorriso mais forcado, que já dei em toda a minha vida.    - Tudo bem, vou ficar aqui. - Em quanto essas palavras sai da minha boca, meus pensamentos se repete a mesma frase, " Pela Sabrina".    - Ótimo, temos que selar nosso acordo. - Ela pego minha mão direita com a sua, e deu dois beijos demorado nas minhas bochechas. - Acordo fechado. Não sei se é porque assisto muita séries, mais neste momento, me senti fazendo um acordo com o próprio d***o.    - Parece que acabei de vender minha alma. - Falei deixando meus pensamentos sair pela minha boca, e soltei minha mão da dela.    - Não, você precisa dela pra cumprir sua parte do acordo. - Ela sorriu, passando sua mão em meu cabelo.    - O que quer, que eu faça? - Perguntei, cansada de todo esse rodeio.    - Quero que você mostre para todas as mulheres, esse seu lado selvagem, vamos adianta a libertação das mulheres, vamos mostra que submissão é coisa do passado. - Tenho que admitir que Eve teve uma boa ideia, pena que ela teve que usa meios nada bons.    - Não posso mudar o mundo sozinha. - Falei, ideia muito boa, mais uma única mulher, não se pode fazer essa mudança sozinha, não nesse tempo, onde os homens são os que tem mais poder. "Tempo estupido."    - Como eu disse antes, perdi quatro livros. - Ela volto até sua cadeira. - Logo, logo duas mulheres de 2021 vira te ajuda, duas mulheres diferentes, mais com as mesma força de personalidade, igual a você.    - Por que duas mulheres? - Perguntei. - Se são quatro livros, três mulheres deveria vir.    - O quarto livro, é uma história diferente, e ele não quer ser encontrado agora. - Me respondeu. - Agora você deveria volta pra casa, apesar de tudo que quero mudar, ainda não é bem visto uma mulher solteira aqui, sem a mãe.    - Boa noite. - Falei. Andei até a porta que entrei, e a abri. Sem olhar para trás, sai com meus pensamentos a mil.    Andei apressadamente até chega na carruagem, e com a ajuda do Afonso, entrei dentro dela e me sentei no meu lugar.    - Vamos pra casa. - Falei olhando pela janela da carruagem.    [°°°]   Passei o caminho de volta com a cabeça cheia de coisa. Pude sentir o olhar de Lili sobre mim, sei que ela está preocupada, mas sei que ela não vai me pergunta nada, esse é o jeito dela.    Assim que a carruagem parou perto de casa, desci e sendo acompanhada pelo Afonso e Lili.    - Não conte para ninguém o que aconteceu essa noite. - Me virei para eles, assim que parei perto do portão.    - Sim, senhorita. - Afonso falo.    - Vou manter minha palavra sobre vocês dois. - Falei pro Afonso. - Vou entra, podem ficar aí juntos curtindo a noite, ou melhor , curtindo o começo da madrugada.    Dei a volta pela casa, na intenção de entra pela cozinha, assim não correndo o risco de alguém me pegar chegando esse horário, mais assim que cheguei na porta, dei de cara com Patrick.    - O que está fazendo do lado de fora da casa? - Perguntou, cruzando os braços.    - Vim tomar um ar. - Falei dando a volta por ele, e entrando na cozinha.    - Nesse horário? - Me pergunto fechando a porta.    - É, nesse horário. - Peguei um pouco de água. - Não sei controlar o horário em que fico com falta de ar, isso ainda não existe neste século.    
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