Sofia tirou a semana seguinte de férias. Precisava de um tempo para descansar, se organizar e se preparar para o novo trabalho no ateliê. Os dias que se seguiram foram um redemoinho de emoções, marcados por passeios com Pedro, cada um mais especial do que o anterior.
Eles começaram a explorar a cidade juntos, correndo no parque e se perdendo em conversas que fluíam naturalmente. Sofia lembrava-se bem da primeira vez que decidiram correr. Ela, que não era adepta de exercícios, hesitou, mas Pedro conseguiu convencê-la com o entusiasmo que transbordava dele.
— Vem, Sofia! Não se preocupe, é só para nos divertirmos e aproveitar o ar fresco! — disse ele, sorrindo enquanto estendia a mão para ela.
Embora relutante, Sofia acabou cedendo. A corrida foi um desafio. Enquanto Pedro corria com leveza e energia, ela lutava para acompanhar, com as pernas pesadas e os pulmões queimando. Mas, ao vê-lo olhar para ela com incentivo e alegria, Sofia sentiu algo dentro de si despertar. Mesmo ofegante e exausta, encontrou forças para sorrir.
Com o passar dos dias, as corridas e passeios se tornaram mais frequentes, e os laços entre eles se fortaleceram. À noite, trocar mensagens com Pedro virou um hábito reconfortante para Sofia. Cada "boa noite" dele parecia aquecer um espaço em seu coração que antes ela nem sabia estar vazio.
Em uma tarde ensolarada, enquanto caminhavam pelo parque, a luz dourada do sol filtrava-se entre as folhas, dando um tom quase mágico à cena. Eles pararam em um banco para descansar, e Pedro virou-se para ela com uma expressão que parecia conter todas as palavras não ditas.
— Sabe, Sofia, eu nunca imaginei que fosse me conectar tão bem com alguém assim. Você é... diferente, — ele disse, a voz baixa, mas cheia de sinceridade.
Sofia sentiu o coração acelerar. — Eu também sinto isso, Pedro. É como se, de alguma forma, estivéssemos nos encontrando no lugar certo, no momento certo.
Pedro segurou a mão dela, e Sofia sentiu um calor percorrer seu corpo. — Estou ansioso para ver aonde isso vai nos levar, — ele disse, com um brilho nos olhos que fazia o mundo ao redor desaparecer.
O silêncio que se seguiu não era desconfortável; era como se ambos soubessem que algo especial estava prestes a acontecer. Quando Pedro inclinou-se para mais perto, Sofia fechou os olhos, sentindo a antecipação crescer.
O beijo que se seguiu foi suave e cheio de significado. Os lábios de Pedro encontraram os dela com hesitação, mas logo se entregaram ao momento. Cada segundo parecia carregado de uma conexão profunda, como se aquele simples gesto fosse o início de algo que ambos esperavam, ainda que não soubessem.
Quando se afastaram, Pedro manteve as mãos no rosto de Sofia, e ela não conseguiu conter o sorriso que brotou em seus lábios.
— Uau, — ele murmurou, com um sorriso quase bobo. — Isso foi... incrível.
— Foi, — Sofia respondeu, ainda tentando recuperar o fôlego. — Eu não esperava por isso.
— Nem eu, mas foi perfeito, — disse Pedro, com confiança.
O sol começou a se pôr, e o parque foi tomado por uma luz suave do crepúsculo. No entanto, Sofia sentia que a luz entre eles era mais forte e duradoura do que qualquer raio de sol.
Mais tarde, Pedro estacionou o carro em frente à casa de Sofia. O céu já estava escuro, salpicado por estrelas que começavam a brilhar. Ele olhou para ela, o sorriso ainda presente em seu rosto.
— Foi um dia incrível, — ele disse, inclinando-se ligeiramente para ela.
— Foi mesmo, — Sofia respondeu, com um olhar que transmitia toda a felicidade e entusiasmo que ela sentia.
Eles se despediram com outro beijo, desta vez mais leve, mas carregado de promessas. Sofia saiu do carro, acenando para Pedro antes de entrar. Ele esperou até que ela estivesse segura em casa antes de partir, sentindo-se leve e cheio de expectativa.
Enquanto dirigia, Pedro não conseguia conter o sorriso. Estava ansioso para contar aos amigos sobre Sofia, mas, mais do que isso, m*l podia esperar pelos próximos momentos que viveriam juntos.
Aqui está uma versão revisada e aprimorada do trecho:Pedro dirigiu até o bar onde ele e os amigos costumavam se encontrar, um lugar aconchegante e repleto de memórias compartilhadas. Ao entrar, avistou Ricardo e Alice sentados em uma mesa ao fundo, envoltos em uma conversa descontraída.
Alice foi a primeira a notá-lo. Seus olhos se iluminaram, e ela acenou com entusiasmo, apontando para onde estavam. Ricardo ergueu a mão em um cumprimento casual, o sorriso familiar já se formando em seu rosto.
— Finalmente! O homem desaparecido dá as caras! — exclamou Ricardo, com um tom provocador. — Já estávamos a ponto de chamar a polícia pra te procurar.
Pedro riu, sentando-se à mesa. — Desculpem, tenho estado... ocupado.
— Ocupado? — Alice repetiu, arqueando uma sobrancelha em uma expressão que mesclava curiosidade e leve desconfiança. — E o que, exatamente, tem ocupado tanto o seu tempo?
Pedro hesitou, mas logo decidiu que não havia por que esconder. Respirou fundo e olhou para os dois, um sorriso sincero se espalhando em seu rosto.
— Conheci alguém, — ele disse, sua voz leve, mas carregada de sentimento. — E acho que estou apaixonado.
O ar pareceu mudar na mesa. Alice congelou por um momento, o sorriso em seus lábios tornando-se mais contido. Ela rapidamente mascarou sua expressão com um tom de surpresa exagerada.
— Apaixonado? Uau... isso foi rápido, não acha?
Ricardo, por outro lado, soltou uma risada genuína, encostando-se relaxado na cadeira. — Ah, então é por isso que você anda sumido! Quem é a sortuda?
Pedro sentiu as bochechas ficarem quentes. — O nome dela é Sofia. Ela é designer de moda, acabou de se formar. É incrível... divertida, criativa, cheia de vida.
Alice manteve um sorriso tenso, seus dedos deslizando distraidamente ao redor do copo. — E onde foi que você encontrou essa... Sofia?
— Nos conhecemos por acaso. — Pedro riu baixinho, lembrando-se da cena. — Eu estava correndo no parque, e ela saiu de uma entrevista de emprego. Deixou cair os desenhos que estava carregando, e eu a ajudei. Começamos a conversar e... bom, o resto é história.
Ricardo assentiu com um sorriso caloroso. — Fico muito feliz por você, cara. — Ele deu um leve tapinha no ombro de Pedro. — Mas já podemos conhecê-la?
— Ainda não, — Pedro respondeu, o entusiasmo evidente. — É tudo muito recente, mas quero apresentá-la a vocês em breve.
Alice desviou o olhar, levando sua bebida aos lábios para esconder a tensão. A ideia de conhecer Sofia parecia desagradável, mas ela sabia que seria inevitável. — Espero que ela seja mesmo especial, — murmurou, tentando manter o tom neutro. — Só quero o melhor pra você.
Pedro sorriu, sem perceber a sutileza na voz de Alice. — Obrigado, Alice. Tenho certeza de que vocês vão adorá-la.
Ricardo lançou um olhar discreto para Alice, percebendo o brilho contido em seus olhos e a postura rígida. Ele conhecia a amiga bem demais para não notar o desconforto. Era óbvio que ela sentia algo por Pedro, mas nunca teve coragem de dizer. Ricardo suspirou internamente, esperando que aquilo não complicasse a dinâmica do grupo.
— E então? Quando vai rolar essa apresentação? — Ricardo perguntou, tentando quebrar o clima.
— Em breve, eu prometo, — respondeu Pedro, animado. — Quero que vocês conheçam a Sofia e vejam o que eu vejo nela.
Alice assentiu, forçando um sorriso enquanto Ricardo mudava de assunto, tentando trazer leveza à conversa.
Mesmo enquanto riam e discutiam trivialidades, Pedro m*l conseguia esconder o entusiasmo. A imagem de Sofia permanecia viva em sua mente: seu sorriso brilhante, o olhar cheio de paixão ao falar sobre o trabalho, o jeito que ela fazia o mundo parecer mais leve. Ele sabia que estava entrando em algo novo, algo que talvez o levasse a desafiar as expectativas da sua família.
Alice, no entanto, sentia o peso de uma competição que nunca quis enfrentar. A chegada de Sofia parecia trazer uma mudança inevitável, uma nova peça no quebra-cabeça do grupo que poderia redefinir tudo. E embora Ricardo se esforçasse para manter a noite agradável, todos sabiam que algo na dinâmica entre eles estava prestes a mudar para sempre.