BEATRIZ Acordei com a boca seca e a alma... fodida. Literalmente. O lençol grudava nas minhas pernas suadas, e cada músculo gritava como se tivesse apanhado a noite inteira. Mas não foi soco. Foi f**a. Foi guerra. E ele venceu. Ou talvez a gente tenha empatado. Porque eu também deixei marca. Na pele, na mente, no ego. Tentei mexer as pernas e um gemido escapou. Ardência. Espasmo. Cansaço de quem foi virada do avesso e gostou. O corpo inteiro carregava o nome dele. Como se tivesse me tatuado com os dedos, com os dentes, com a p***a daquele p*u dele que parecia querer atravessar minha existência. Fechei os olhos. Flash. A mão dele no meu pescoço. Outro flash. Ele me olhando enquanto metia devagar, só pra me torturar. Outro. Me chamando de “minha p*****a de luxo” com a voz rouca, suada,

