Coringa (sentado no chão, no escuro, fumando enquanto o peso do silêncio o envolvia) A fumaça do cigarro subia como uma cortina que tentava esconder meus pensamentos, mas não estava funcionando. Cada segundo que passava, o vazio parecia se alastrar ainda mais. O calor da droga, a sensação de estar me afundando cada vez mais no buraco, não me ofereciam mais a mesma ilusão de alívio. Eu não conseguia mais encontrar consolo nisso. Algo havia mudado, mas eu não sabia o que. De repente, a porta do quarto se abriu, e eu sabia que era Laura. Ela sempre aparecia quando eu mais queria estar sozinho. Mas não pude evitar. Eu não queria estar só, mesmo que fosse ela. Laura (entrando devagar, olhando para mim com os olhos carregados de preocupação) David, até quando ainda vai ficar se afundando n

