Renzo e Vick

2006 Palavras
Achei lindo de sua parte deixar a rosa e o bilhete e não se incomodar por ter chamado de Ash, mas eu gostaria mesmo de saber o seu nome verdadeiro, mas eu sabia que não iria mais vê-lo, não pretendia vir à Nova York tão sedo, eu queria voltar para o meu emprego, meus amigos e me dedicar uma parte do dia com a empresa de do meu marido. Me levantei e tomei um banho gostoso e me arrumei com uma calça Jean apertada, uma camisa social e o meu paletó preto e meus saltos pretos combinando, puxei minha bolsa e desci com o bilhete do meu carro, deixei meus cabelos soltos, passei pelo saguão com calma, os olhares masculinos eram para a minha bunda grande, as vezes eu achava que só aquilo atraia nos homens, coloquei meu óculos escuros e esperei pelo meu carro, vi do outro lado uma limusine parando, sabia que era o pai de Priscila, fingi que não reconheci e entrei no meu carro e saí, mesmo assim ele me seguiu a distancia, não liguei, eu estava só e era o que eu queria, fui parar no bairro onde Ash tinha reformado a casa, parei no portão e fiquei olhando, tinha ficado perfeita, mesmo Ash morto, eles terminaram o que tinham começado, fiz a volta e procurei a casa que Ash tinha me enviado a foto, a placa de vende-se já tinha sido retirada, fiquei triste, eu realmente queria compra-la, era grande e o quintal era espaçoso, fiquei parada por um tempo imaginando como teria sido a nossa mudança para cá, eu grávida e de barrigão, Ash feliz e trabalhando duro e morando naquela casa, teria sido maravilhoso; dei a partida e voltei para o centro financeiro de Nova York, fui ao banco e fiz algumas aplicações e conversei com o gerente para render o mais rápido possível o dinheiro do seguro, eu estava obstinada a me mudar para lá e ficar perto do meu marido, faria como ele queria, mudar a empresa para lá e ser feliz, eu tinha que aprender a viver como solteira, eu fiz 25 anos e podia curtir a minha solidão e trabalhar e estudar muito, só os dias a seguir diriam se eu queria ser enfermeira, médica ou administradora, eu não podia entrar no jogo da vingança, eu não era assim, eu tinha que ser forte, mas o meu lado rubro me cobrava atitudes como essa, Ash só queria vir para Nova York para ficar bem longe de Viridiana, eu queria saber o que ela disse para ele depois que contou que eu estava grávida, provavelmente tiveram uma discussão de aborrecer qualquer um, Taylor jura que não participou desta conversa, como da outra vez que ele apareceu com o corte, a cima da sobrancelha. Aproveitei e dei algumas voltas nas lojas de grife e fiz compras e parei em uma cafeteria para tomar um café e comer um croissant de queijo, fiquei sozinha por aproximadamente dez minutos, Renzo apareceu na minha frente, sorridente e gentil. "Posso?" perguntou ele indicando a cadeira a minha frente. Engoli rapidamente o meu café que já estava na boca, "Por favor!", disse indicando para se sentar. Renzo se sentou sorridente, pediu um café com creme e me olhou, "Me desculpe abordar você assim, mas eu vi você entrando e fiquei pensando se não seria bom parar tudo que estou fazendo e conversarmos um pouco!". "Na verdade você está me seguindo?!", eu o olhei de lado, a balconista lhe serviu o café. "Na verdade não era eu, mas pedi para Enrique te acompanhar onde é que fosse, essa cidade é perigosa e uma mulher bonita assim como você, é um perigo andar sozinha por aí, eu não imaginava que tinha alugado um carro, Henrique estava a sua disposição desde ontem!". Sorri agradecida, "Obrigada Renzo, mas eu sei me defender muito bem, tanto é que fiz uma aula grátis meses a traz aqui na Crav Maga e fique entre a dos Gracie, mas acho que vou optar para os Gracie, eu gosto da luta no chão!", disse piscando para ele. Ele riu, "não me diga?", ele torceu a boca, "isso seria uma boa para Priscila!... Será que ela ganharia mais confiança?". Sorri, "Eu acho que sim, mas ela precisa se fortalecer mais!". "Ah!... Ela te escutou!... Comeu de três em três horas depois que saiu de casa, e Marta me contou que hoje fez a mesma coisa e queria te chamar para jantar, e deixe o carro aqui, Henrique pega você às 19h em frente ao hotel!". "Tudo bem!", sorri. "Quer conhecer meu escritório?... Fica do outro lado da rua!". "E você levou 10 minutos para descer!". Rimos e ele concordou com a cabeça, tomamos o nosso café e seguimos para lá, o prédio não é muito alto, mas era de vidros espelhados azuis, subimos, me contando o que faz, é advogado e tem uma agencia e apenas controla agora, e saí muito pouco para ir em audiência, apenas conservou os clientes mais antigos e deixa tudo na mão de outros advogados experientes e da acessória jurídica para várias empresas, entramos em uma recepção muito bem estruturada e chique, a recepcionista sorriu para mim e desejou uma boa tarde e segui com ele a passos lentos até seu escritório, a vista dava para outro prédio, eu me sentei, gostei de sua sala, era ampla e luxuosa e com móveis muito bem feitos, o sofá de couro preto e cromado e muito confortável, ele se sentou na poltrona ao meu lado e ficou me olhando. "Está linda nessa calça jeans!". "Minha bunda ficou deliciosa nessa calça jeans!", disse irônica. Ele soltou uma gargalhada e ficou vermelho e espremeu os olhos com os dedos, "Você é incrível, mas infelizmente é isso mesmo, não dá para não olhar!... Me desculpe... Eu não"... "Tudo bem!... Eu entendo o Senhor!", sorri. "Não me chame de Senhor, me cinto velho demais!". "Agora quem pede desculpas sou eu". Nosso papo foi dirigido a negócios, eu fiquei curiosa para saber o que exatamente eles faziam, e fiquei contente em saber que redigiam contrato, que auxiliavam algum cliente para uma negociação, etc... Foi interessante a nossa conversa, e de novo ele me convidou para irmos a fazenda, eu precisava estar de volta a Pensilvânia no domingo, teria mais uma semana para me readmitir no hospital, assim aproveitaria a semana para me inteirar da empresa de Ash e por Viridiana no seu devido lugar, meu celular tocou. "Desculpe!", disse pegando o aparelho na mão e atendendo, era numero restrito, "Victória Portman!", disse meio que autoritária. "Que nome lindo... Passei a noite pensando como seria o seu nome!". "Bom!... Se é o dono do hotel, deve ter minha ficha em suas mãos!", disse sorrindo e achando engraçado. "Com certeza, mas ouvir seu nome da sua boca gostosa é o que me deixou mais excitado!". "Eu estou em uma reunião Sr.?!". fiz uma pausa. Ele riu, "Harrison Cooper!", ele pigarreou. "Sr. Cooper!... Me ligue de um telefone não restrito para eu poder retornar sim!... Eu realmente estou em reunião!". "Eu peço mil desculpas por te atrapalhar!... Sinto muito!". "Não atrapalha, fique tranquilo, mas termino aqui em poucos minutos e retorno assim que sair!". "Eu vou te ligar dentro de vinte minutos!... Melhor assim!?". "Sim!... Perfeito!",disse sorrindo. "Combinado então!". Desliguei sem me despedir, pigarreei, só de pensar em ter aquele corpo sobre mim novamente me deixou excitada, minhas bochechas coraram. "algum problema no hotel onde está hospedada?". "nada demais!", disse franzindo o nariz."Eu só não gostei do quarto e queria mudar e não tem mais vagas e fiz uma pequena reclamação!". "E o que falta em seu quarto?". "Uma banheira para eu me afundar e ficar por um bom tempo!". "Se te serve de consolo, todos os banheiros da minha casa tem banheira e seria ótimo ter você com a gente!". Sorri agradecida, arrumei o meu cabelo e o olhei, "Agradeço de coração seu convite e de Priscila, mas como te falei, vocês dois precisam deste tempo!". "Claro!... Mas eu acho que você está fugindo de mim... Mas quero que saiba que realmente fiquei interessado em você!". "Agradeço!... Mas ainda estou em luto!". Me levantei e ele se levantou junto comigo, abotoou o paletó e se aproximou de mim, achei que iria passar reto para abrir a porta, mas na verdade ele pegou no meu rosto e me beijou _ Uau, eu fiquei perdidinha, foi eu colocar os pés na rua que todos resolveram me galantear e me beijar _ Tá certo que eu pulei na boca daquele homem, o Sr. Cooper, mas não tive culpa, ele tinha os olhos de Ash e o cheiro dele era tão viril e grosso como Ash, ele exalava a sexo selvagem, Ash não era assim, essa era a diferença e eu estava louca para ser comida novamente daquele jeito, Renzo me abraçou e levou a mão a minha nuca e abriu minha boca com a sua língua, minhas pernas ficaram bambas, eu o apertei nos braços, depois que me largou, eu fiquei ofegante, encostei minha testa em seu peito. "Você beija muito bem!", disse ele, "Me deixa te levar para a fazenda junto com Priscila, ela te ama e eu estou apaixonado por você!". O olhei, espalmei minhas mãos em seu peito, ele me beijou de leve, "Renzo!... Eu não estou preparada para outro relacionamento e muito menos casar!...Eu quero e preciso resolver as coisas dentro de mim primeiro para depois eu saber o que quero da vida!... Eu só tenho 25 anos e tenho tantos projetos que quero realizar!". "Eu entendo você!", ele engoliu em seco, "E se eu te oferecer um fim de semana perfeito e sem compromisso?". Sorri, "Seria perfeito!". Ele sorriu e voltou a me beijar. Saí de lá receosa de ter aceitado, eu deveria ir embora sem aviso, depois ligaria para Priscila explicando que ouve uma emergência, mas eu também queria ficar mais um tempo em Nova York, eu queria ir mais vezes perto das torres gêmeas, eu não queria sair correndo assim. Entrei no carro e segui para o hotel, entrei e pus os óculos no topo da minha cabeça e segui para o bar, me sentei e Jimmy me olhou com um sorriso maroto no rosto, eu fingi que não vi, pedi um Dry Martini e procurei uma mesa para me sentar, fiquei ali saboreando minha bebida por trinta minutos, comi as azeitonas e subi para o meu quarto, tinha até me esquecido de que o sósia de Ash não me retornou, acho que fui muito seca com ele no telefone e se sentiu intimidado, dormi por uma hora depois do banho, nua e do jeito que eu gostava, super a vontade enrolada no edredom. Acordei com o despertador do telefone, atendi e a moça informou que eram 18h, eu tinha uma hora para me arrumar, segui para o banheiro, fiz minha maquiagem e soltei os bobs dos meus cabelos e apenas passei os dedos, como meu cabelo estava comprido, logo ele pesaria e ficaria da forma que eu gostava, apenas ondulados, puxei da sacola um vestido lindo e longo todo florido que comprei numa loja de grife, era verão, mas um casaco de lã branco dava um charme lindo, passei perfume e olhei no relógio, estava atrasada 10 minutos, desci e cruzei o salão, meu salto quicava no chão e vi olhares curiosos para mim, sorri ao ver Henrique parado a minha espera, abriu a porta depois de me cumprimentar, eu entrei e aguardei, assim que a porta se fechou, vi o olhar curioso do Sr. Cooper, e o carro partiu, ele ainda foi até a beirada da calçada, e me viu sumir, depois daquele dia, não vi mais aquele homem e nem recebi ligação nenhuma, pois Renzo não me deixou mais em paz até o dia que fui embora, me recusei a transar com ele, ainda mais na presença da filha que poderia se sentir usada só para ele ter contato comigo, explicando isso foi que entendeu e soube esperar.
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