Vick e todos se adaptam a nova rotina

2374 Palavras
Duas semanas depois o projeto do novo restaurante foi provado, e dentro de um mês iríamos começar a reforma e construção, seria uma boa grana que entraria, Taylor já estava pensando em novos investimentos e mudar de local para um mais atraente e que fizesse jus ao nome deles, eu sentia sua gratidão em seus olhos pelo que fiz e pelo que Renzo fez por nós, ele nos alavancou de uma tal maneira que não ouve outro jeito, mudamos o escritório e a parte de arquitetura para o centro, deixando Viridiana irritada e ferida, mas não tinha o que fazer, se não tivesse arrumado tanta confusão, hoje ela estaria muito bem conosco. As vezes cruzávamos pelo caminho, seu jeito de nariz empinado ainda era visível, não dava o braço a torcer, eu mudei meu guarda roupa todo para poder parecer uma executiva a altura do local onde estava trabalhando agora, a casa onde ficávamos antes, ficou para os trabalhadores, Taylor e Marsh voltaram para Aspen, e o projeto começou a sair do papel, eu vivia entre Nova York, Aspen e Filadélfia, Renzo estava se mostrando um excelente namorado e Priscila uma estudante brilhante, o que não gostava era ver a mãe de Priscila querendo ser a mãe presente, irritando a mim e a Renzo com suas insinuações descabereis e seu jeito sorrateiro de conseguir de Priscila o que ela queria, dinheiro e aparecer entre nós. Os pais de Renzo estavam para voltar de viagem e marcaríamos um jantar em sua casa, Margareth ao saber, quis ser incluída, mas Renzo a cortou, não fazia mais parte da família, então não tinha o que se fazer por lá, o namorado se mandou assim que o dinheiro secou e Priscila veio morar com o pai, Margareth era inconveniente e aparecia nos momentos mais impróprios, quando eu, Renzo e Priscila curtíamos o final de semana, até na casa de Aspen chegou a ir e nos atrapalhou e muito, Taylor ficou irritado com suas investidas e insinuações, ela praticamente se jogou em cima dele, um homem como aquele era difícil não ser notado. Os meses se passaram, os pais de Renzo eram pessoas bacanas e muito simpáticos, por um período curto até achei que não tinham gostado de mim, mas no aniversário de Priscila que aconteceu em Julho e comemoramos em um restaurante, foi aí que conheci melhor a mãe de Renzo, Evanna Gray demonstrou simpatia e não saiu do meu lado, o tempo todo agradecendo pelo que fiz por Priscila e desejava que fossemos felizes por um bom tempo, Margareth começou a dar sinal de ciúmes e provocar Renzo com seus atributos sexuais, a minha sorte é que eu fazia coisas com Renzo que ela e outras garotas com quem namorou não faziam. A nova cozinha e o novo restaurante do Resort de Aspen ficou pronto, aproveitamos o verão para a inauguração, ficou a coisa mais lindas, acrescentando tons de vermelhos nos detalhes, prata e vidros verdes, o terraço ganhou mesas confortáveis, espreguiçadeiras com véu e almofadas e mesinha baixa para apoiar as bebidas e objetos, lampiões falsos com lâmpadas amarelas em pedestais bem trabalhados saiam do chão e iluminavam cada mesa próximo da sacada de vidro e as demais tinham velas e lampiões mais delicados para não atrapalhar o romantismo e a beleza do local, vasos de flores vermelhas davam um charme lindo ao local, recebemos gente de todas as partes para prestigiar o local e fomos novamente parar nas revistas, desta vez até eu saí com a minha equipe e Taylor agarrado a minha cintura, Renzo não gostou nada, mas ficou quieto e aproveitamos o restante da noite conversando e aproveitando o jantar delicioso que Pierre fez para a inauguração, depois a noite foi regada por muito sexo entre eu e Renzo que estava animado e satisfeito. O padrão de vida de todos nós mudou e muito nesses seis meses de trabalho, nossos contratos aumentaram e muito, estávamos num ritmo maravilhoso e um belo dia recebo a visita de Viridiana, ficamos paradas olhando uma para a outra, ela fez um bico, achei que iria admitir algo de bom que fiz, mas não disse nada, apenas deu dois passos na minha direção e cruzou os braços. "Achei que tínhamos um acordo?". "Me perdoe, Viridiana, mas não sou a única sócia aqui na empresa, temos Taylor e Vincent como sócios e eles decidiram que era melhor contratar do que terceirizar!". "Eu odeio você!", disse curvando a boca e ficando vermelha de raiva. "Isso não é novidade para mim!", disse com boa vontade. "Você é manipuladora e irritante... Me fez vender a minha parte para depois se lançar no mercado arrumando um namorado rico!". "você teve a sua oportunidade e pelo que sei, Vincent é milionário e podia te lançar no mercado, mas você preferiu puxar o tapete, atrapalhar a vida de Ash e Taylor e você mesmo se queimou no mercado deixando o trabalho mal feito... O que quer que eu faça!?", disse deixando os ombros caírem, ela torceu a boca ainda irritada, bufei, "Eu sempre gostei de seus trabalhos Viridiana e seria capas de lhe dar alguns projetos, mas o medo de Taylor é que faça besteira e que nos prejudique novamente e Vincent não quer você nos negócios!". "Você fez tudo de caso pensado!". "Nunca!", disse a encarando, "Eu só queria exercer o meu trabalho, ser enfermeira e cuidar dos meus pacientes, coisa que ainda faço e com muito prazer". Viridiana soltou uma gargalhada sarcástica, "Você só quer aparecer!", disse ela me encarando e seus olhos vermelhos, "Você é dissimulada, falsa... Você mandou Ash para o inferno e tomou conta do que era dele, nosso... Você roubou Ash de mim!". "Eu não roubei Ash de você!... Nos apaixonamos e ele nunca te amou", respirei fundo, "Por que é difícil de entender isso?". Ela sacudiu a cabeça, "Você nunca vai entender o que aconteceu entre eu e Ash". Sorri, "Eu sei bem como era fácil de se apaixonar por ele Viridiana... E sinto muito, e acho que não dá para ficar discutindo sobre Ash e o que eu fiz ou deixei de fazer e tudo o que aconteceu, vamos fazer um ano de sua morte", a olhei bem, "Se eu te der um trabalho, um projeto... Vai executa-lo com perfeição?". Ela sorriu pela primeira vez, "Prometo em não decepciona-la!". Pela primeira vez senti sinceridade em sua voz, eu sei que iria arrumar confusão com Taylor, mas ela estava querendo se redimir, de alguma forma torta e esquisita, sorri e abri os braços, ela demorou para aceitar meu abraço e foi um breve mas caloroso abraço e a levei para conhecer Nicolas e ver os projetos que estavam em andamento e ela se interessou sobre uma casa em Nova York, era um projeto grande e totalmente moderno, ela deu ideias boas e resolvi dar um crédito a ela, pedi que me trouxesse algo, se o dono aceitar e gostar o trabalho seria dela, redigiria um contrato de trabalho para não termos problemas. Renzo chegou bem na hora em que me despedia dela, os dois ficaram se olhando, fiz as apresentações e Renzo me deu um beijo caloroso e um abraço apertado, agora com Priscila estudando, ele tinha mais tempo para nós e eu adorava quando me fazia surpresas, Me despedi de Viridiana e segui com Enzo para a minha sala, faziam seis meses que estávamos juntos e eu ainda não sabia se estava ou não apaixonada por ele, mas era bom ter alguém, eu tinha minha liberdade como uma pessoa viúva e namorando um homem importante e filho de político, as vezes se tornava chato quando era fotografada ou abordada no hospital, saindo ou entrando ou até mesmo trabalhando, tinha virado uma celebridade no Hospital, e isso gerava certo desconforto aos colegas e amigos, Zack e eu as vezes dávamos uma escapada na sala de maquina dos elevadores, era no nosso segredo, as vezes para conversar e as vezes para transar, definitivamente eu era louca, mas ficar sem sexo por mais de uma semana não rolava e Zack não era ciumento e não queria compromisso e isso que era legal, já Taylor queria compromisso e eu não gostava dele para me casar como ele queria, alias nem com Renzo queria me casar, pois teria que mudar minha vida radicalmente e viver como uma mulher da sociedade, cheia de protocolos e gentilezas, eu não conseguia me ver naquela situação. "Tenho um evento beneficente em Nova York e vim para te sequestrar e levar comigo!", diz Renzo me pegando pela cintura e me beijando assim que entramos na minha sala. Eu o abracei sorrindo, "Hoje é quinta e amanhã eu trabalho!". "Desmarque!... Você precisa estar ao meu lado!", Seu beijo dizia tudo o que queria, "Estou louco por você, por seu cheiro, sua pele, sua boca"... Ele correu o nariz pelo meu pescoço e suas mãos pela minha cintura e agarrou minha bunda e apertou. "Renzo!... Estou no meu trabalho, aqui não é lugar para isso!". "Quando te peguei na minha sala você não recusou!", disse ele procurando minha boca, segurando meu rosto, sua língua invadiu minha boca e o beijo foi um convite para trancar a porta e fechar as persianas, fiz isso tateando com a mão esquerda. Renzo me levou para perto da mesa me pôs sentada na beirada e tirou minha calcinha e levou ao nariz e cheirou, "Hum!... Você é tão cheirosa... Mesmo sendo tarde, você conserva o perfume de flores!". Dei risada e o puxei ela gravata, minha saia foi levantada até o quadril e ele se encaixou no meio dela, seu pau entrou em mim assim que ele abaixou o zíper, eu não sabia como ele conseguia ficar vestido e não se sujar, agarrei seu pescoço e o deixei me comer ali mesmo, seus movimentos eram rápidos e não precisava enfiar muito para bater no meu ponto mais sensível, eu gozei em silencio que me deixou molinha, Renzo gozou e o lenço que tirou do bolso amparou seu liquido para não sujar a calça, aquilo me fascinava. Ficamos apenas nos beijando e logo nos sentamos, ele me olhou com curiosidade. "Então!?... Preciso que me acompanhe neste evento!". Cruzei os dedos sobre a mesa, respirei fundo e olhei a quantidade de coisas que eu precisaria fazer, hoje a noite ainda trabalharia no hospital, "Renzo... Eu" cocei a testa e o olhei, eu não conseguia dizer não para ele, sorri de lado, "Tudo bem!". Ele abriu um largo sorriso, ajeitou os óculos no rosto, "Eu sabia que você não iria recusar, vamos direto para a minha casa e de lá para o evento". "Sabe que trabalho no hospital hoje à noite néh?". "Então partimos pela manhã, pego você na frente do hospital", ele piscou para mim e sorriu. "Mais paparazzo na frente do hospital... Meu Deus!", disse baixinho, "No mínimo um já te seguiu?". Renzo balançou a cabeça, "Eu não posso fazer nada... Você é linda e completamente diferente de todas as mulheres da sociedade... Todos querem te conhecer!". Dei risada, "Claro!", Ri de novo, "eu da sociedade?... Um garota de 25 anos que veio do interior da Virginia, uma cidadezinha tão pequena que acho que nem sabem que ela existe!!". "Esses dias saiu uma nota só de você!", disse ele pegando no bolso interno do paletó um pedaço de jornal, ele abriu, "Aqui diz que você namorou o famoso jogador de futebol americano Rômulo Coster!". Peguei o pedaço de jornal, Rômulo no mínimo deu a nossa foto de anos a traz para eles publicarem, minha revolta foi enorme e acho que Renzo percebeu, até onde esses caras iriam para conseguir uma boa matéria, Rômulo conta como foi apaixonado por mim e como eu era uma pessoa maravilhosa e alegre, até aí tudo bem, mas a foto nossa foi Demais, eu não gostei, devolvi o papel, ele dobrou e pôs no bolso. "Pelo jeito não gostou!". "Não!... Eu gosto da minha liberdade e manter minha vida em particular, detestaria compartilhar coisas intimas que acontecem entre eu e você para o mundo, isso é chato... Agora todas as vezes que vamos a Aspen ou a outro lugar, somos fotografados... Até o dia que discutimos saiu na revista... Só faltaram dizer que tínhamos rompido!". "Eu ainda pedi calma para você!", Renzo ajeitou o paletó e passou os dedos na boca. "Sua ex passou dos limites Renzo e não tinha como não ficar quieta, e você não deixou que eu terminasse de falar o que eu penso dela!". "Não adianta brigar com ela!", ele respirou fundo, "Ela é a mãe de Priscila e tem o direito de estar perto da filha e Priscila quer que ela esteja por perto... E você demonstra claramente que tem ciúmes das duas!". "Ela é falsa!", rebati na mesma hora, "Ela está se jogando para cima de você e de Priscila e acha que vai conseguir retomar o antigo casamento!". "Isso só depende de você!", Renzo disse com cara lavada e sínica, eu estreitei os olhos para ele e fiz um bico, "Eu já disse que aceito me casar com você em uma praia reservada e sabe que tenho um hotel para oferecer isso!". Respirei fundo e o olhei de lado e sorri, "É sério?". "Claro!", disse ele me olhando com malicia, ele estava crente que eu iria aceitar. "Que bom que temos opções!", peguei os papeis de cima de minha mesa e os ajeitei nos arquivos e arrumei minha mesa, precisava ir para o Hospital, estava a meia hora de lá e por isso podia ficar até as 17:30h, me levantei e ajustei minha saia e peguei meu paletó e o vesti, Renzo ficou me olhando incrédulo, "Vamos?". Ele respirou fundo e se levantou e estendeu a mão para segurar, "Sempre escorregadia!". Sorri e lhe dei um beijo terno e seguimos para o carro, de longe vi um paparazzo tirando fotos nossas, eu bufei, enfiei o óculos escuros no rosto e entrei em seu carro, sabia que o meu carro ficaria o fim de semana a disposição de Taylor e os demais que tinham autorização para dirigi-lo e seguimos para o Hospital. "Pego você as 6h da manhã!", disse Renzo me puxando para um beijo longo e molhado. "Até amanhã então!... Durma bem!".
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