— Como você está? Pergunta Vlad depois de dez minutos de silêncio tenso entre nós. Continuamos dirigindo, e vejo com que força ele segura o volante com os dedos. Embora Vlad entenda a situação melhor do que ninguém, ele não tem intenção de recuar, e por isso sou muito grata a ele. Talvez agora pareça egoísta, mas não me importo. Vlad me devolveu à vida. Ele me mostrou que eu posso ser necessária. E agora não quero perdê-lo, embora ainda não tenha certeza se poderei amá-lo algum dia como amei Máximo. É uma me*rda, para ser honesta. Às vezes, o destino nos coloca numa posição onde simplesmente não temos o direito de escolher. Amar um, mas estar com outro. Odiar, desprezar, mas ainda assim amar, porque esse sentimento é mais forte que o ódio. Não sei o que fazer com isso. Não sei como apr

