SAMANTA Desde a porta do escritório, sinto que algo não está certo. Sarah está sentada na sua mesa, como se estivesse desativando uma bomba. Os seus dedos correm pelo teclado, e a sua mandíbula está tão apertada que se vê o músculo da bochecha se contraindo. — O que aconteceu? Ela tira a jaqueta e olha para mim. — Vinho. Ela diz, sem levantar os olhos. — Quem? Nem tenho tempo de pensar, porque, no fundo do meu coração já sei a resposta. Sarah levanta lentamente a cabeça. Os seus olhos estão cheios de raiva, decepção e algo mais que não quero decifrar neste momento. — Seu fantasma do passado. Máximo. Sinto como se alguém estivesse passando um gelo nas minhas costas. Deixo a bolsa sobre a mesa e me apoio com as palmas na borda. — E o que ele queria? — Ah, só falar, você acredita? El

