Máximo Daryana está sentada na minha frente, concentrada, séria, como uma pequena professora, mostrando-me os seus brinquedos. Aqui tem todo um zoológico. Ursinhos de pelúcia, coelhos, bonecas, alguns personagens de desenhos animados. Ela nomeia cada um, e eu não ouço nada além do meu próprio coração batendo. Não consigo tirar os olhos dela. De como brilham os seus olhos. Escuros, vivos, cópias dos da Samanta. Do seu cabelo, as leves ondas que caem sobre os seus ombros. Dos seus lábios, que se parecem tanto com os da sua mãe. Ela é como uma miniatura da Samanta. E isso me destrói por dentro. Sinto a minha garganta apertar. Quantos anos... seis... vivi a minha própria vida, sem sequer suspeitar que em algum lugar estava ela – minha filha. Pequena, forte, divertida, viva. E agora... agora

