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1138 Palavras
~ Heloísa narrando ~ Acordo cedo e olho para o lado, vejo a Ana Júlia e o Pk dormindo ainda. Ela se agarrou em mim e nele ontem, então achei melhor ela dormir com a gente. Olhando pra ela ainda me lembro da nossa conversa antes de dormir. Flashback On Coloco ela na banheira e começo a dar um banho nela. Ana Júlia: Mamãe? - olho pra ela. - Você ainda tá tisti? Respiro fundo procurando não chorar na frente dela. Heloísa: Filha eu vou ser bem sincera com você, ta bom? - ela assente. - Eu ainda estou um pouquinho triste por que eu vou sentir saudades dele. Mas, você com esse teu jeitinho.. - brinco com o nariz dela. - Conseguiu deixar a mamãe feliz, sabia? - Ela sorri pra mim. - Filha? Ana Júlia: Oi mamãe. - Responde e brinca com a água. Heloísa: Você não ficou abalada com tudo isso não? - ela me olha confusa. Ana Júlia: O que é alabada mamãe? - dou uma risada. Heloísa: É abalada que se fala mocinha. Abalada significa triste e tals.. - Ela assente e me olha com uma cara como se estivesse tentando colocar os pensamentos em ordem. Tiro ela da água e começo a secar ela. Ana Júlia: Eu já sabia mamãe. - dessa vez sou eu que a olho confusa. Heloísa: Como assim? - Ergo uma sobrancelha enquanto coloco a roupa nela. Ana Júlia: Eu sonhei com tudo o que aconteceu hoje mamãe, na hola eu não quis aceitar, mas aí eu lembrei que ele ficalia melhor lá em cima. O papai do céu falou comigo mamãe. - assinto e logo fico quieta, coisas de criança. Suspiro e penteio seu cabelo fazendo uma trança. Heloisa: Por que você não me disse antes Ana Júlia? - falo sem pensar. Ana Júlia: E adiantalia mamãe? É a lei da vida, se não acontecesse hoje, aconteceria amanhã. Era o destino dele mamãe. - Ela fala calma e sinto meu nariz arder e a garganta fechar. Me apoio na pia controlando a vontade de chorar. Sinto ela abraçar minhas pernas. Ana Júlia: Mamãe? - me ajoelho ficando no tamanho dela. Uma lágrima escorre dos meus olhos e ela seca. - Sabe por que eu to feliz? - n**o. - Por que se ele ticasse aqui ele soflelia muito mais. Heloísa: Não tem como você saber Ana Júlia. - a repreendo. Ana Júlia: Eu não pleciso saber mamãe, o papai do céu sabe. - dá um beijo na minha bochecha. - Vamos Mimi? Assinto e levo ela pra minha cama, a deito e deito do lado dela. O Pk entra no quarto e se deita do outro lado dela, deixando ela no meio. Ana Júlia: Amo vocês muitao. - vira de bruços e apaga. Heloísa: Eu também amo você. - dou um beijo em sua cabeça. Pk: Também amo você pequena. - Ele me olha e seus olhos parecem me perfurar. - Eu amo você loira. Heloísa: Também amo você. - sinto ele fazer carinho na minha cabeça e logo apago. Flashback off. Sorrio ao lembrar. Vejo a Ana Júlia se remexer e logo voltar a roncar, o bixinha pra dormir. Pk abre seus olhos, coça e me olha. Os olhos dele fica ainda mais bonito quando acorda. Heloísa: Bom dia feioso. Pk: Bom dia horrorosa, por que acordou cedo? São sete da matina ainda. - olho no celular e me assusto ao ver que a hora tá certa. Heloísa: Como tu sabe? Pk: Bandido não dorme. - Reviro os olhos e levanto em direção ao banheiro, ele me acompanha. Fecha a porta do banheiro, trancando a mesma. Solto um mijâo e vejo ele escovar os dentes. Pk: Como estamos? - Ergo a sobrancelha. - Eu já sei que tu ta prenha Mona.. - dou uma risada. - Como você e meu bacuri está? Heloisa: Estamos bem, obrigada. - começo a escovar meus dentes e ele vai em direção ao vaso mijar. - Queria te pedir uma coisa. Pk: Chora bebê. - Olho pra ele. - Sério que tu vai ver eu colocando minha Anaconda dourada pra chorar? Dou uma risada alta. Pk: Ana Júlia ta dormindo louca. - Revira os olhos. Heloísa: Isso ta mais pra um girino, bem pequenino. - Ele me olha ofendido. Pk: Não é isso que tu diz toda noite, ou eu preciso te lembrar.. Heloísa: Não, pelo amor de Deus. Pk: Oh meu Deus Pk, como isso é grande... Vai amor.. - faz uma voz fina e eu bato nele. Heloísa: Retiro o que eu disse. - Lavo a boca. Pk: Pede logo filhote de Cruz credo. - Faço uma cara feia. Heloísa: Onde o coringa ta? - ele me olha estranho. Pk: Tá no forno e a resposta é não. - anda em direção a porta e eu me coloco na frente da porta. Heloísa: Você não sabe nem o que eu vou pedir. Pk: Jura meu anjo? Deixa eu adivinhar, você quer matar o coringa? - Assinto. - Minha resposta prevalece. Heloísa: Ele matou o meu irmão Pk. - Minha voz embarga. - Deixa eu me vingar. Pk: Isso não é pra você Heloísa, você nao vai nem conseguir cortar um dedinho dele. - Meus olhos se enchem d'água. Eu não sei se eu me ofendi de verdade, se estou triste por causa do Gustavo ou se são hormônios da gravidez. Heloísa: Você quer pagar pra ver? Eu to com tanta sede de vingança que você não tem noção Gabriel, tu num tem noção da sede que eu to pela alma dele. - Ele leva as mãos na cabeça. Pk: Tá com sede, bebe água. - uma lágrima cai dos meus olhos. - Heloisa eu não posso, você não entende cara. Teu pai vai me matar e depois vai sair matando todo mundo. Heloísa: Com ele eu me resolvo Pk. - Ele vira o rosto pro lado e eu puxo o rosto dele em direção ao meu. - Amor, por favor. Se eu não conseguir você me tira da salinha, tá? Mas eu preciso, é uma necessidade fazer isso antes da gente enterrar o Gustavo. Pk: Por que? Só me responde o por que e eu deixo. - pergunta olhando nos meus olhos. Heloísa: Pra eu poder ficar em paz comigo. - Ele se solta e soca a parede me fazendo dar um pulinho pra trás. Pk: Que merda Heloísa! Eu não consigo negar p***a nenhuma pra você mano! Eu deixo e a gente vai lá agora, mas antes você vai se alimentar e vai falar com o teu pai tu tá ouvindo? - assinto com lagrimas nos olhos, ele me puxa pra um abraço. Ele tá mais nervoso que eu. Sua respiração está completamente acelerada. Heloísa: Obrigada amor. - sinto ele depositar um beijo no topo da minha cabeça.
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