O PERIGO DE IR ATÉ ELA

1265 Palavras

Erik O som do vento cortava o silêncio da madrugada quando estacionei o carro a duas quadras da casa da tia dela. O motor desligou e, de repente, o mundo pareceu prender a respiração junto comigo. Eu estava ali de novo, prestes a vê-la. Samanta. Meu coração batia num compasso descontrolado — não pelo perigo, mas pela saudade. Aquele tipo de saudade que não dói, mas sufoca. Desde que ela foi levada para o interior, cada dia tinha gosto de castigo. O olheiro que deixei por perto me mantinha informado, mas isso não bastava. Saber que ela andava triste, que passava horas na janela olhando o vazio, era um tipo de tortura que me consumia por dentro. Quando ela mandou a mensagem — “Hoje à noite, perto do pomar” — eu não pensei duas vezes. Ela estava se arriscando. Eu também. Mas havia algo m

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR