LARA A chegada a Nova York foi tumultuada. Desci do ônibus às nove horas da noite, com o Enzo no colo e uma mala pesada. O cansaço da viagem era palpável, tanto para mim quanto para o Enzo, que começava a chorar de fome. A estação estava movimentada, com pessoas correndo para lá e para cá, e eu me sentia perdida. Caminhei em direção ao balcão de informações, onde uma mulher de aparência cansada estava trabalhando. — Desculpe-me, você saberia me informar sobre alguma ONG de mulheres aqui em Nova York? — perguntei, tentando parecer calma apesar da ansiedade. A mulher me olhou com um semblante desinteressado e respondeu: — Você tem mais alguma informação sobre essa ONG? Nome, endereço, algo assim? Balancei a cabeça negativamente, sentindo o desânimo se instalar. Enzo continuava chorand

