LARA A brisa marinha continuava a soprar, agora misturada com a tensão palpável entre nós. O sol, aos poucos se pondo no horizonte, lançava uma luz dourada sobre o estacionamento, criando uma atmosfera surreal para aquele confronto. — Você nunca sofreu, não é? — minha voz tremia de indignação, meus olhos fixos nos dele, repletos de incredulidade. — Um marmanjo desse tamanho fazendo birra no restaurante, não deve ter saído das fraldas. Eu já tenho um filho de três anos para criar e não tenho que tolerar a babaquice de um homem barbado sem juízo nenhum nas costas. Leonardo riu, uma risada irônica e debochada que fez meu sangue ferver ainda mais. — Mãe solteira? Deve ser uma p*****a, tendo saído com vários homens, abrindo as pernas... — ele se aproximou, segurando meu rosto com desprezo.

