"As pessoas dizem eu te amo quando não estão apaixonadas, sorriem pra você quando te odeiam, falam aquilo que você quer ouvir. O beijo é só mais uma mentira criada para iludir os outros." – Gavin.
Lindsay
Eu ainda me sentia fora do ar na manhã seguinte enquanto tomava café junto Brian e Victória. Eu me sentia um pouco em choque pelo que tinha visto na noite passada. Ainda não conseguia acreditar que o dono da empresa onde iria trabalhar me fez assisti-lo t*****r com uma garota de programa.
"E onde você estava com a cabeça para aceitar sair com ele de novo?!", pensei me recriminando.
- E então como foi a reunião? - Victória perguntou, despertando meus devaneios.
- Boa! - respondi evasiva, na verdade não sabia bem o que dizer.
- O que vocês conversaram? - Brian sorriu tão curioso quanto a namorada.
Meu celular tocou me fazendo dar um pulo e fiquei de pé.
- Da licença gente. Alô?!
- Senhorita Aileen?! - a voz séria dele soo ao telefone me surpreendendo.
- Sim... Run, sou eu! - forcei minha voz a sair calma e entrei no quarto fechando a porta.
Quando sentei na cama meu coração batia tão acelerado que minhas pernas estavam bambas.
- Estou ligando para saber se nosso encontro está de pé.
- Sim! - respondi de uma vez surpresa comigo mesma.
- Tem certeza?
- Olha se não quer sair comigo por que me convidou? Alguém já te falou em como você é estranho?
- Muitas vezes. - ele respondeu sério. - Eu só estou relutando porque sei o quanto isso é errado.
- Errado por você ser meu chefe?! - arrisquei.
- Na verdade não sou seu chefe direto, você fez a entrevista comigo, porque gosto de saber quem está trabalhando para mim em todos os departamentos.
- Hum! - resmunguei.
- Mas não é só por você trabalhar para mim que isso é errado. Sair com você é errado, porque eu sei que você merece coisa melhor. Não sou o homem certo para você por inúmeros motivos.
- Quais?
- É melhor você não saber. Apesar de ser errado, eu quero me encontrar com você, então não vou te contar certas coisas sobre mim, porque não quero que você saia correndo. - ele respondeu me deixando perdida.
- Vai me fazer assistir outra transa sua com uma garota de programa?
- Não vou t*****r com uma garota de programa essa noite Lindsay Aileen. Vou t*****r com você!
Fiquei de boca aberta apertando o celular com força. Como ele conseguia dizer uma coisa daquelas de forma tão natural?
- É, claro se você permitir.
- Ah... Run, a que horas e onde vamos nos encontrar?
“p***a o que eu estava fazendo? Isso era errado de tantas formas que demoraria horas para listrar, então por que eu estava aceitando aquela loucura?”
- Meu motorista vem te buscar as 19 horas, esteja pronta.
Assenti incapaz de dizer qualquer coisa.
- Você está de acordo?
- Sim! - respondi de supetão sem saber direito a que ele se referia.
- Estou ansioso para revê-la senhorita Aileen.
"Eu também!", pensei e considerei me internar.
- Até mais tarde senhor Salvaterre. - respondi sem fôlego e desliguei.
Quando sai do quarto Vick e Brian me encararam.
- Algum problema, você parece meio tensa. - Victória me encarou.
- Eu estou bem! - menti.
- A gente está pensando em sair hoje à noite, quer ir com a gente? - Brian me encarou.
- Não, obrigada! - forcei um sorriso.
- O que você vai fazer?
- Ficar em casa lendo. - dei de ombros.
Victória revirou os olhos. Eu sempre dizia isso quando não estava afim de sair. Na verdade hoje eu até ia sair, mas não queria que ela soubesse. Vick me achava responsável demais para fazer o que eu estava prestes a fazer. E eu também me achava responsável demais. Até a noite passada.
Será que tinha alguma coisa no ar daquele escritório? Será que sem saber eu respirei junto com o oxigênio alguma droga de longa duração?
- Tem uma luta semana que vem, está afim de assistir? - Brian perguntou me tirando dos meus devaneios.
- Você sabe que eu não curto lugares assim. - respondi fazendo uma careta.
Brian e Victória se conheceram quando ela me arrastou pra assistir uma luta ilegal em um galpão. Eu me lembro que o lugar cheirava a cerveja, suor, cigarro e sangue. Além de ser extremamente abafado.
Estávamos sozinhas quando um cara um tanto bêbado derrubou cerveja em nós duas.
[...] - Hei olha o que você fez. - Vick empurrou o cara furiosa.
- Foi m*l ai gatinhas! - o cara respondeu erguendo as mãos.
- Sai fora meu irmão! - um rapaz surgiu do meio da multidão e empurrou o outro. - Foi m*l meninas tem gente que não sabe ser educada. - ele sorriu me olhando e depois Victória. - Primeira vez que vocês vem aqui? - ele perguntou sem desviar os olhos de Vick.
- Sim, estamos procurando um amigo nosso, mas aqui está cheio, estamos meio perdidas. - Vick respondeu.
- Como vocês se chamam? - ele perguntou olhando apenas para minha amiga.
- Victória e Lindsay, mas pode nos chamar de Vick e Lis!
- Brian, se vocês quiserem eu fico com vocês até encontrarem o amigo de vocês, é meio perigoso ficarem aqui sozinhas. - sorriu.
- Claro, adoraríamos. - Vick sorriu assentindo repetidas vezes. [...]
No fim Brian ficou a noite toda com a gente, mesmo após termos encontrado nosso amigo. E uma semana depois ele já frequentava nosso apartamento até chegar ao ponto de se mudar pra lá. Na época cogitei procurar um apartamento pra mim, mas eles não concordaram. Nós três sabíamos que eu não daria conta de bancar um apartamento, por menor que fosse, sozinha.
- Eu vou pensar e depois aviso vocês ok? - forcei um sorriso.
Voltei pro quarto e resolvi fazer uma pesquisa sobre Gavin Salvaterre.
Passei praticamente a manhã toda e parte da tarde vendo fotos dele, sempre sozinho, em diversos eventos. A única coisa que descobri é que a empresa de tecnologia auto sustentável dele rendia bilhões todo ano e isso fazia de Gavin um investidor em potencial, além de um grande admirador de causas sociais.
Gavin Salvaterre promovia bolsas de estudos para seus melhores estagiários ou para os filhos de seus melhores funcionários, além de ser um doador generoso para causas como: preservação de espécies em extinção, despoluição de rios, preservação de áreas ambientais e tantos outros projetos. E não era só em causas ambientais que ele trabalhava, também fazia contribuições para instituições que combatiam o uso de drogas, álcool, abuso infantil, violência contra a mulher, entre outros.
Vendo tanta generosidade depositada todos os anos em diferentes fundos era difícil acreditar que as pessoas diziam que ele não tinha um coração. Não era lógico alguém que se importava com tantas causas ao mesmo tempo ser fria e sem coração. Alguma coisa não batia nessa história.
Outro fato estranho é que não havia nada pessoal sobre ele, aparentemente Gavin não tinha família. A única menção que encontrei falava de um pai falecido há 16 anos, mas não sabiam como ele havia morrido.
Uma batida na porta desviou minha atenção da vida dele. Victória a abriu e colocou a cabeça pra dentro.
- Brian e eu estamos saindo, tem comida na geladeira.
Olhei o relógio do computador e me assustei com a hora, já passava das 16.
- Ok, bom passeio.
- Valeu! - ela sorriu acenando e saiu.
Assim que fiquei sozinha levantei num pulo e comecei a me arrumar.
Gavin
Sem conseguir parar de pensar no meu encontro mais tarde com Lindsay, abri minha caixa de e-mail. Fuzilei a tela do computador ao ver a seguinte mensagem.
"O dinheiro que você nos mandou está acabando, precisamos de mais.
Se possível faça o depósito até segunda. Você sabe que preciso gastar com certas coisas."
Apaguei a mensagem sem nem ao menos responder. Segunda eu faria o depósito, como fiz durante todos esses anos, então não havia necessidade de mandar uma resposta.
Lindsay
Às 19 horas em ponto o interfone do apartamento tocou avisando que o motorista tinha chegado. Me encarei no espelho mais uma vez não muito confiante com aquele vestido vinho, mas era um dos poucos vestidos decentes que eu tinha pra sair à noite. E um encontro com meu chefe indireto pedia algo decente.
Me lembrei das palavras dele no telefone: "Vou t*****r com você!" e um arrepio subiu pelo meu corpo. Respirei fundo e antes que desistisse, sai.
O motorista abriu a porta educadamente e me levou. Gelei ao ver que estávamos tomando o mesmo rumo que da noite passada. Quando o carro estacionou eu sentia que estava prestes a ter um ataque cardíaco.
- O senhor Salvaterre a está esperando no apartamento 12.
Suspirei aliviada ao saber que pelo menos não era o mesmo quarto. Fui na direção do elevador que parou no terceiro andar. Procurei a porta de número 12 e antes que pudesse bater a mesma se abriu.
Gavin estava de pé de terno, gravata e sapato social. Cheirava a loção de banho, shampoo e algum tipo de perfume amadeirado. Os cabelos estavam penteados para trás e ele me encarava sério com uma taça de vinho nas mãos. Me senti uma menininha de 12 anos naquele vestido e não a mulher que eu queria aparentar ser.
- Entre senhorita Aileen. - ele sorriu sem mostrar os dentes.
Entrei me obrigando a andar com confiança em cima daquele salto agulha que eu escolhera. Ouvi quando a porta atrás de mim se fechou e o clique de quando Gavin a trancou. Aquele “clique” reverberou dentro de mim, chegou ao meu coração e o fez disparar. Me concentrei em manter uma respiração profunda e calma.
- Você está linda neste vestido vinho.
- Obrigada!
O quarto era igual ao da noite passada com exceção que dessa vez não havia uma cabine com espelho, o que me deixou aliviada. Mas por outro lado, isso significava que estávamos sozinhos.
- Quer vinho?! - ele ofereceu mostrando sua taça.
- Não! - respondi me sentindo inquieta.
- Quer jantar?! - apontou a mesa próxima da janela.
- Estou sem fome. - respondi tendo que forçar minha voz a sair.
Na verdade eu estava faminta, mas também estava nervosa demais para conseguir comer qualquer coisa.
- Não quer vinho e nem quer jantar. - ele observou e com uma calma impressionante pousou a taça em cima da mesinha, próxima ao espelho no canto do quarto. - Que tal irmos direto ao ponto então?
Engoli seco sentindo meu estômago se revirar.
- Quero que saiba que eu estava falando muito sério no telefone, eu quero t*****r com você senhorita Aileen. Esta noite, neste quarto! Por isso mandei meu motorista trazê-la pra cá. Mas antes preciso saber se você está de acordo. Se não quiser, jantamos, podemos falar sobre seu novo emprego e depois você poderá ir embora.
Gavin se aproximou de mim e fiquei quieta sem responder, na verdade não sabia o que dizer. Parte de mim queria dizer sim, mas a outra parte queria fugir dele e de toda aquela loucura.
- Será que você poderia parar de morder o lábio e me dar uma resposta?
Soltei o lábio só reparando que estava mordendo graças a observação dele.
- Vai me deixar t*****r com você ou ficaremos só no jantar? - ele apontou a mesa.
Encarei a mesa, depois a cama e olhei pra ele. Sem jeito apontei a cama, envergonhada demais pra falar, mas torcendo pra que ele entendesse.
- Ótimo, vamos começar tirando este vestido. - Gavin se aproximou e parou atrás de mim.
Meu coração que já estava disparado pareceu ter acelerado ainda mais. Se expectativa matasse, se causasse parada cardíaco, acho que teria morrido naquele momento.
Os dedos de Gavin afastaram meu cabelo pro lado e puxaram o zíper do vestido. Senti como se uma corrente elétrica estivesse passando pelo meu corpo. Engoli seco e fechei os olhos tentando controlar o nervosismo e a expectativa. Será que quando chegasse a hora ele perceberia? Claro que ele ia perceber.
Eu não era virgem, mas só havia namorado um cara em toda minha vida e não transávamos com tanta frequência. E nos anos em que estou solteira, fiquei com poucos caras e com nenhum deles passou de beijos e mãos bobas. E agora aqui estava eu, prestes a t*****r com meu chefe, que na noite passada havia transado com uma garota de programa na minha frente. Será que ele faria a mesma coisa comigo?
O vestido escorregou pelos meus ombros e em segundos caiu no chão, aos meus pés. Mordi o lábio ao me dar conta de que estava apenas de salto alto, sutiã e calcinha vermelhos.
- Você cheira a morango e chantilly, gosto disso. - Gavin sussurrou atrás de mim.
Seus dedos puxaram a alça do sutiã tomara que caia e a peça se desprendeu. Fechei os olhos tentando respirar com calma, antes que faltasse oxigênio no meu cérebro e eu desmaiasse.
Os lábios de Gavin tocaram meu ombro fazendo meu corpo todo se retesar. Seus dedos se fecharam em torno dos meus braços me obrigando a ficar parada.
- Que pele macia. - ele sussurrou.
Sua boca seguiu em direção a minha coluna e quando sua língua tocou minha pele, mordi o lábio pra conter um gemido. Sua língua desceu pela minha coluna me fazendo ofegar e fui obrigada a fechar os olhos.
Gavin enganchou os polegares nas laterais da minha calcinha e a puxou. Com a ajuda dele dei um passo pro lado me livrando das peças abarrotadas no chão.
Gavin as pegou e depois de colocar em cima da cadeira voltou até mim e me encarou.
Gavin
Olhei Lindsay usando nada mais do que aquele par de sapatos pretos salto agulha. O efeito daquilo foi direto pro meu p*u, que já acordado só se excitou ainda mais. Ela era linda pra c*****o, então como não ficar de p*u duro?
- Você é perfeita! - a olhei de cima abaixo e por um segundo não soube por onde começar.
Lindsay sorriu mordendo o lábio inferior e vi quando ficou com o rosto vermelho, aquilo me fez sorrir. Me aproximei e puxei a mão dela notando que estava gelada. Beijei os dedos dela e Lindsay suspirou fechando os olhos. Não via a hora de meter meu p*u dentro dela.
- Dá uma voltinha.
- O que?! - ela me encarou perdida.
- Da uma voltinha, deixa eu te ver em outros ângulos usando só esse salto alto.
Lindsay suspirou e se apoiando na minha mão fez o que eu pedi. O jeito calmo como foi se virando me fez ter o privilégio de encarar todas as partes do corpo dela. Isso seria divertido. E muito, muito prazeroso.
- Deita na cama! - pedi controlando minha respiração.
Ela fez o que pedi, o salto deu um charme a mais à sua postura e nas pernas tremendamente valorizadas. Enquanto ela se deitava, arranquei a gravata e o paletó e abri a camisa. Lindsay me encarou quando tirei a última peça ficando nu da cintura pra cima. Sua língua umedeceu os lábios e fiquei pensando no que mais ela poderia fazer com eles.
- Você costuma se masturbar?
A pergunta a pegou de guarda baixa, fazendo-a corar outra vez e desviar os olhos dos meus.
- Não! - respondeu envergonhada.
- Tem algum jeito que você goste mais?
- Não... Ninguém nunca se preocupou com isso antes. - ela gaguejou.
- Você ainda é virgem? - perguntei incrédulo.
- Não, apenas não... Tenho as mesmas experiências você e.... Suas garotas! - ela mordeu o lábio ao responder e fez uma careta.
Não aguentei e acabei rindo, antes de me aproximar dela.
- Vamos ver o que eu posso fazer por você. - sorri.
Puxei o tornozelo dela e acariciei o dorso do seu pé.
- Quero que você fique com eles. - sussurrei me referindo às sandálias.
Ela assentiu ofegando e eu me levantei da cama. Fui até a mesinha e peguei a taça de vinho.
- Vamos ver como fica se combinarmos os dois.
Lindsay me encarou sem entender, a confusão durou um segundo até eu derramar o vinho sobre a perna dela e lamber em seguida.
- Hum, ainda mais delicioso.
Lindsay mordia o lábio e ofegava quando a encarei.
- Quer um pouco?!
- Eu não bebo. - respondeu sem fôlego.
- Que sorte a minha que eu bebo então. - sorri com malícia e puxei a perna dela.
Derramei um pouco do vinho sobre a perna dela, fazendo-a se retesar. Quando minha língua tocou sua perna grunhi de prazer. Puxei a mão direita dela deixando no formato de uma concha e derramei mais vinho, dessa vez uma quantidade maior. Tomei todo o vinho e lentamente lambi toda a palma de sua mão chupando seus dedos. Ela tinha mãos macias e perfeitas como de um anjo.
- Excitante não?! - sussurrei encarando-a nos olhos.
Lindsay assentiu respirando depressa. Passei a mão dela lambuzada de vinho pelo meu rosto e sorri ao vê-la fechar os olhos, seus dedos acariciando minha barba. Seu toque suave me fez sorrir.
Beijei a palma de sua mão antes de soltá-la suavemente sobre o colchão. Lindsay não era uma das garotas de programa com quem eu transava, então merecia ser tratada com um pouco mais de respeito. Além disso era nossa primeira vez. E eu iria garantir que fosse a primeira de muitas.
- Não quero desperdiçar o vinho então tente se mexer o mínimo.
Lindsay mordeu o lábio outra vez e me peguei admirando-os. Eram rosados, cheios e convidativos.
Voltando a me concentrar no resto do seu corpo, peguei a taça de vinho e lentamente derramei um pouco sobre a barriga dela. Lindsay gemeu, agarrando o lençol e inclinou o quadril na minha frente.
Lambi toda a barriga dela saboreando o vinho misturado a textura da sua pele. Agarrei seus quadris imobilizando-a e com a língua suguei o vinho retido em seu umbigo.
- Delicioso! - sussurrei. - Vamos ver como ficam aqui.
Agarrei um de seus s***s com as mãos fazendo-a gemer antes de derramar o vinho. Minha boca cobriu aquela parte deliciosa dela e suguei com vontade. Lindsay se contorceu na minha direção e comecei a estimular seus m*****s com a língua, não deixando de explorá-los mesmo depois de provar todo o vinho neles.
Derramei o restante do vinho no outro seio e o suguei com a mesma vontade, minha língua circulando o mamilo. Senti meu p*u dentro da calça latejar de tão e******o. Com uma última lambida me afastei dela.
- Você é deliciosa! Com ou sem vinho.
Lindsay sorriu quando a encarei e me afastei.
- Pega gelo. - ela sussurrou.
Sorri com malícia, fui até o balde de gelo e peguei um cubo, não era muito grande.
- Vamos brincar de quente e frio?
Ela sorriu ofegando e me olhou, ansiando por aquilo tanto quanto eu.
Lindsay
Ver Gavin prendendo aquele cubo de gelo entre os dentes fez minha respiração acelerar. Automaticamente me lembrei da noite passada e do que ele havia feito com aquela garota. Mordi o lábio com força quando ele se inclinou na minha direção. Agora seria minha vez.
O cubo de gelo tocou meu pescoço arrancando um gemido de mim. A sensação excitante de frio continuou e pareceu piorar conforme Gavin descia o cubo de gelo pela minha pele. Eu me sentia em brasas.
Abri os olhos e vislumbrei os cabelos negros dele se moverem conforme ele passava o gelo pela linha da minha clavícula. Senti os pelos dos meus braços se arrepiarem quando o gelo desceu pelo meu esterno.
Com a respiração pesada Gavin se aproximou e contornou meu seio direito. O toque do gelo naquela região sensível fez eu me contorcer. Agarrei os lençóis sentindo meu corpo todo ser invadido por arrepios e ficar extremamente alerta e e******o. Eram tantas sensações diferentes que m*l davam pra expressar.
Ele contornou o mamilo com o cubo de gelo e mordi os lábios pra não gritar pra ele parar e continuar ao mesmo tempo. Traçando uma língua ele foi ao outro seio seguindo com a sua tortura. Senti que meu cérebro estava parando de funcionar. Eu estava à beira de implorar pra ele acabar com aquela agonia.
O gelo desceu pela minha barriga fazendo eu me contorcer. Contrastando com a sensação gelada sobre o meu umbigo, a língua de Gavin cobriu um seio depois o outro. Sua língua quente e aveludada acariciando, aquecendo e me enlouquecendo ainda mais.
Sua boca desceu causando choques elétricos pelo meu corpo. Capturando o gelo outra vez ele desceu em direção à minha i********e. Quando ele tocou meu c******s com aquele cubo de gelo, gritei.
- Ah, por favor. - agarrei os lençóis e joguei a cabeça pra trás.
Gavin acariciou toda minha i********e usando aquele cubo de gelo. A sensação era tão intensa que chegava a doer. Mordi o lábio com força sabendo que ele me ignoraria e só ia parar quando quisesse. Torci para que aquele gelo derretesse de uma vez. Meu ventre todo se contorcia e eu estava com receio de onde aquilo me levaria.
Gavin afundou o gelo contra minha pele macia e fui obrigada a agarrar os braços dele pra me segurar em alguma coisa. Seus braços estavam quentes e me trouxeram algum conforto.
O gelo finalmente foi derretendo e ouvi Gavin sugar toda a umidade do local. Logo o frio foi substituído pelo calor se sua língua. Tentei me afastar dele, mas a única coisa que consegui foi fazer Gavin agarrar e afastar minhas pernas. Sua língua circulou todo meu c******s em movimentos rítmicos e intensos. Fechei os olhos e me rendi jogando o quadril na direção dele. Sua língua me lambia, a barba arranhava a pele sensível estimulando ainda mais, aquilo era demais pra mim.
Com um último gritou meu corpo todo se convulsionou à mercê dele e de suas vontades. Minhas pernas perderam as forças sendo mantidas afastadas pelas mãos dele enquanto eu tremia, sua língua me explorando tomando tudo pra si.
Eu me sentia mole quando ele se afastou de mim. Incapaz de abrir os olhos tentei controlar minha respiração e ouvi o barulho de zíper se abrindo e depois de uma embalagem se rasgando. A cama afundou outra vez e então Gavin estava me penetrando.
Agarrei suas costas e mordi seu ombro tentando evitar os gemidos descompassados e as palavras suplicantes que estavam quase escapando da minha boca. Ele agarrou minhas mãos prendendo-as atrás da cabeça. Usando-as como impulso, foi me penetrando cada vez mais fundo, me fazendo desejar mais e mais.
- Que b****a deliciosa. p***a Lindsay, você tem ideia de como isso é bom!
Tentei dizer que sim, mas não encontrei palavras. Agarrei as mãos dele com força e Gavin me penetrou mais fundo. Senti a dor aguda logo se transformar em algo prazeroso. Gavin percebeu e começou a me penetrar com mais força ainda. Senti seu p*u me invadir cada vez mais roçando contra meu c******s.
Gozei pela segunda vez com Gavin dentro de mim e logo em seguida senti ele estremecer e tombar na cama do meu lado.
- O que achou dessa primeira vez? - ele me encarou com um sorriso satisfeito no rosto.
- Incrível. - sorri.
- Você ainda não viu nada. - ele sorriu com malícia.
Mordi o lábio e fechei os olhos enquanto meu corpo se recuperava. Foi então que reparei em uma coisa, que, prestando atenção havia acontecido na noite passada também.
- Eu posso te perguntar uma coisa? - comecei sem jeito.
- Pergunte! - me encarou.
- Você não me beijou e nem beijou a garota enquanto... - pigarrei sem jeito de continuar. - Isso é algo particular seu? Você não gosta de beijar enquanto transa com uma garota? - senti meu rosto pegar fogo.
- Eu nunca beijei uma mulher Lindsay. - ele respondeu naturalmente.
Coloquei a mão na boca tentando evitar uma risada. Falhei terrivelmente.
- Está me dizendo que você é BV?! - acabei caindo no riso.
- Qual é a graça e o que seria BV?! - ele me olhou entediado e carrancudo.
- Boca virgem, uma definição antiga que se dá às pessoas que nunca beijaram na boca. Você realmente está falando sério? Nunca beijou ninguém? - sorri, ele só podia estar me zoando.
- Não, nunca e acho melhor mudarmos de assunto, antes que eu lhe deu uma surra.
O tom sério dele me fez ficar quieta. Ele não ia me dar uma surra. Certo?!
- Você está brincando né? - o encarei com receio. - Espero que esteja brincando.
- Sobre a surra sim, nunca bateria em uma mulher, mas sobre o beijo estou falando sério. - ele respondeu e se sentou na cama.
- Por que você nunca beijou ninguém? - sentei e usei o lençol pra me cobrir, o efeito do que havíamos acabado de fazer ainda percorria meu corpo.
- Porque um beijo não significa nada pra mim. Aprendi que a única coisa que sai da boca de uma pessoa são mentiras. As coisas que você sentiu aqui foram verdadeiras, porque foi seu corpo quem me mostrou isso, não seus lábios. As pessoas dizem eu te amo quando não estão apaixonadas, sorriem pra você quando te odeiam, falam aquilo que você quer ouvir. O beijo é só mais uma mentira criada para iludir os outros. Por isso nunca beijei ninguém, seria como mergulhar num poço de mentiras e não quero isso.
- Então você não acredita nas pessoas?
- Em 90% do que elas dizem ou fazem não.
- E o que te faria mudar de ideia?
- Olhar nos olhos dela e conseguir enxerga-la por dentro e também ser visto por dentro. Você pode enganar uma pessoa com palavras, mas não pode enganar com o olhar. Quando as pessoas mentem pra você elas não te olham diretamente nos olhos, não enxergam você e nem você as vê. Tudo o que aparece na superfície são as mentiras, camufladas de verdades com sorrisos e gestos gentis. - completou com certa amargura na voz.
- Entendi. - respondi surpresa e um tanto atordoada com as palavras dele.
- Vamos deixar esse assunto pra lá, você precisa comer alguma coisa. Quero que esteja recuperada para o que quero fazer com você. - Gavin respondeu se levantando da cama.
Pisquei atordoada e ele se virou pra mim completamente nu.
- Venha, vamos tomar um banho.
Mordi o lábio e estendi minha mão ainda lambuzada de vinho. Gavin a pegou e me guiou até o banheiro, no caminho fiquei pensando nas palavras dele. Tentei descobrir o que poderia ter acontecido com ele para não acreditar nas pessoas. Meu coração se apertou ao imaginar uma grande decepção amorosa, será que era isso? Gavin havia se apaixonado antes e ela havia mentido pra ele e levado seu coração?
Não se fosse isso ele não teria me dito que nunca beijou alguém. Ou então talvez ele tenha sido iludido, esperado por anos por alguém que nunca teve até se decepcionar com o mundo e desistir.
O encarei de costas pra mim enquanto tirava a camisinha e ligava o chuveiro. Mordi os lábios tentando negar a mim mesma o desejo que começava a crescer dentro de mim.
Como seria ser beijada por ele?