Prólogo:

646 Palavras
                        "Não se preocupe, o espelho está protegendo você!" – Lindsay Aileen.     A sala cheirava a sexo. Mesmo que eles m*l tivessem começado o cheiro já impregnava o lugar a ponto de me deixar enjoada. Não conseguia ver o rosto de Gavin, enquanto ele subia os lábios pelas pernas daquela mulher. Tudo o que conseguia ver eram seus cabelos negros e a mulher deitada sobre a cama. O rosto dela estava jogado pra trás, ela fechou os olhos com força enquanto mordia o lábio inferior. Conseguia ouvir os gemidos dela e mesmo sabendo que ela não podia me ver, que ela nem sequer sabia que eu estava ali, não conseguia deixar de ficar constrangida. Abaixei a cabeça no momento em que a escutei gritar. Quando ergui a cabeça de novo, vi as mãos de Gavin agarrando com firmeza as coxas dela, mantendo suas pernas abertas. A cabeça dele estava entre elas. E mesmo que eu nunca tenha passado por uma situação igual, nunca tenha sido beijada ali, sabia o que ele está fazendo com ela. Ela fechou as mãos com força, cravando as unhas nas palmas enquanto levantava o quadril na direção dele e gemia extremamente alto. Aquela situação absurda, ao mesmo tempo em que era bizarra, era excitante. Me peguei desejando estar naquela cama, no lugar dela, sentindo as coisas que a língua de Gavin estava provocando nela. Meus olhos se arregalaram com horror quando vi o polegar dele penetrá-la no ânus. Com certeza essa parte não devia ser excitante, mas a mulher gritava mesmo assim. A cabeça de Gavin se mexia constantemente conforme sua língua ia entrando e saindo de dentro daquela mulher. Não demorou muito e ela desabou na cama tremendo, como se estivesse tendo convulsões. Enquanto a mulher se recuperava, Gavin se afastou e virou o rosto. Seus olhos focaram bem em mim. Como se ele pudesse me ver através daquele espelho. "Não se preocupe, o espelho está protegendo você!", pensei tentando acalmar as batidas do meu coração que dispararam só com a forma como ele me olhava. Ele sorriu de forma perversa e sabia que aquele sorriso era pra mim. Só eu e ele sabíamos que eu estava ali. Afinal estava escondida ali por uma ideia absurda que ele teve. Ele se voltou para a mulher e ela o encarou com os olhos vorazes. Ela dava a ele todos os sinais de que queria mais. - De quatro! - Gavin ordenou. Com dificuldades ela conseguiu girar na cama e ficar de quatro. Eu não sabia se queria ver o que estava por vir, mas não consegui desviar os olhos. Estava trancada naquele espaço, atrás daquele espelho. Minha única opção era abaixar a cabeça, tapar os ouvidos e torcer para que tudo acabasse logo. Mas não fiz nada disso. Fiquei olhando Gavin abrir os botões e abaixar o zíper da calça. No instante seguinte o p*u dele estava penetrando o ânus dela fazendo-a gritar enlouquecidamente. - Você gosta que te fodam aqui né? Confessa que você adora! - ele ofegou e agarrou os cabelos dela com violência, enquanto entrava e saia dali com cada vez mais força. Fiquei me perguntando se não está doendo. A mulher agarrou a corda enquanto empinava a b***a na direção dele. Com o polegar ele estimulava o c******s dela em movimentos rápidos, precisos e intensos. Me assustei ao ver o quanto aquilo me excitava. Ela gozou outra vez e desabou na cama, Gavin se afastou e desceu da cama. Ele deu a volta e passou bem perto do espelho onde eu estava. Seus olhos voltaram a me encarar como se ele estivesse me vendo. Mordi o lábio inferior ao ver o pênis dele de fora. Pensei que se não tivesse aceitado o convite dele não estaríamos nessa suíte agora. Por um segundo desejei voltar no tempo e quase me arrependi de ter dito sim à ele. Quase.
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